As obras de implantação do Pátio Paulo Freire, da Linha 2-Verde do Metrô, devem começar no final deste mês, após a emissão das autorizações ambientais necessárias pela CETESB. Com 150 mil m² e 34 vias para trens, o pátio é essencial para ampliar a Linha 2-Verde até Guarulhos e abrigará áreas de manutenção, limpeza interna e externa, inspeções e testes, além de setores técnicos, administrativos e subestações elétricas. O projeto inclui paisagismo com o plantio de cerca de 600 árvores nativas, arbustos e gramados, melhorando a paisagem do entorno.
Antes do início das frentes de obra, a área no Parque Novo Mundo, ao lado da Avenida Educador Paulo Freire, passa por limpeza e adequação do terreno, o que envolve supressão vegetal em dois grupos. O primeiro reúne 432 árvores isoladas ou em pequenos conjuntos, principalmente no canteiro central da avenida, sendo 231 nativas, 14 nativas mortas e 187 exóticas. O segundo é o maciço de leucenas, que ocupa 6,9635 hectares (quase 70 mil m²).
A leucena (Leucaena leucocephala) é uma espécie invasora, forma adensamentos, libera substâncias que dificultam o crescimento de outras plantas e se espalha com facilidade por sementes que permanecem por muito tempo no solo, reduzindo a diversidade e impedindo a regeneração de espécies nativas. Por isso, sua remoção é recomendada pela legislação ambiental e ajuda a recuperar o equilíbrio ecológico da região.
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A compensação ambiental considera as 432 árvores e a área do maciço de leucenas e será feita por meio da restauração de 16,718 hectares no Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, na Zona Leste, com plantio de espécies nativas e condução da regeneração natural. Essa compensação é uma exigência legal e é independente do paisagismo que será implantado dentro do próprio pátio.
Durante todo o trabalho haverá o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, incluindo biólogo e veterinário, para realização do manejo de fauna in situ, se necessário, com técnicas adequadas de afugentamento e captura, para posterior envio a um centro especializado de manejo e reabilitação de animais silvestres.
Embora o Pátio Paulo Freire não seja de uso público direto, ele é indispensável para a operação da linha e trará benefícios indiretos à população, como melhorias na mobilidade, integração com outros serviços e redução do tempo de deslocamento.
