Vale a pena investir em mobilidade elétrica? Especialista responde

A mobilidade elétrica já integra o cotidiano dos brasileiros, transformando a forma como se deslocam nas cidades. Veículos elétricos, scooters, motos e bicicletas elétricas circulam com frequência, refletindo uma mudança significativa no transporte urbano. Uma pesquisa de 2025, encomendada pela Nissan e realizada pela Economist Impact, revela que jovens em centros urbanos ao redor do mundo preferem cada vez mais os veículos elétricos (VEs). A proporção de proprietários desses veículos deve crescer dos atuais 23% para mais de 35% na próxima década, enquanto a preferência por essa tecnologia pode aumentar mais de 50% no mesmo período. Além disso, mais de 40% dos jovens afirmam que inovações como armazenamento de energia, combustíveis alternativos e veículos para tudo (V2X) influenciam suas escolhas de mobilidade.

Economia e vantagens da mobilidade elétrica no uso urbano

Do ponto de vista financeiro, a mobilidade elétrica apresenta vantagens claras, especialmente para quem utiliza o veículo em trajetos urbanos. Segundo Jones Poffo, engenheiro eletricista e CEO da P3 Engenharia, um carro elétrico de pequeno ou médio porte pode custar cerca de R$ 50,00 por carga completa em Santa Catarina, garantindo autonomia média de 300 quilômetros. Isso representa um custo por quilômetro entre R$ 0,14 e R$ 0,15, até cinco vezes mais barato que veículos a combustão, que custam entre R$ 0,48 e R$ 0,55 por quilômetro. Essa economia torna o investimento atraente para quem realiza deslocamentos diários curtos e tem acesso a recarga frequente, seja em casa ou no trabalho. Para quem viaja longas distâncias com frequência, modelos híbridos podem ser mais adequados.

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  • Infraestrutura e desafios para a mobilidade elétrica

    Apesar do crescimento da frota elétrica, a infraestrutura de recarga no Brasil ainda enfrenta desafios. Muitos estabelecimentos comerciais oferecem pontos de recarga gratuita para atrair clientes, mas essa prática exige equilíbrio financeiro, pois a recarga tem custo e precisa gerar retorno por meio do aumento do ticket médio ou fidelização. A maior preocupação reside na escassez de carregadores rápidos e ultrarrápidos, que permitem recargas de até 80% da bateria em 15 a 25 minutos, essenciais para viagens longas. Atualmente, a maioria dos pontos oferece recarga lenta, adequada para permanências longas, mas insuficiente para quem precisa seguir viagem rapidamente.

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    A importância da preparação elétrica residencial para veículos elétricos

    Um erro comum ao investir em mobilidade elétrica envolve a falta de avaliação da infraestrutura elétrica residencial. Carregadores veiculares residenciais simples operam com potência média de 9 kW, equivalente a um chuveiro elétrico moderno. Assim como não se conecta um chuveiro potente em qualquer tomada, o carregador exige instalação elétrica adequada. Jones Poffo destaca a necessidade de verificar se o cabo de alimentação, disjuntor e quadro elétrico suportam essa carga para evitar riscos como sobreaquecimento, curtos-circuitos e incêndios. Muitas vezes, o maior custo não está no veículo ou carregador, mas na adequação da instalação elétrica, situação semelhante à substituição de ventiladores por ar-condicionado em prédios antigos. Essa avaliação deve ocorrer com um profissional qualificado.

    Riscos do uso inadequado de extensões e carregadores não homologados

    Jones alerta para os perigos do uso de extensões, adaptadores e carregadores não homologados, que não suportam cargas elevadas e contínuas exigidas pelo carregamento de veículos elétricos. Mesmo scooters, motos e patinetes elétricos, que consomem entre 1 kW e 3 kW, correm riscos. O encaixe do plugue em uma tomada comum não garante que a instalação suporte o consumo contínuo, podendo causar aquecimento excessivo e falhas elétricas. Sempre que possível, o carregador deve ser homologado pelo fabricante ou compatível com as especificações técnicas recomendadas. Segurança elétrica não combina com improviso.

    Vale a pena investir em mobilidade elétrica?

    A mobilidade elétrica representa uma realidade irreversível, com diferentes velocidades e formas de adesão pelos consumidores. Para quem busca economia diária e tem perfil urbano, o retorno financeiro aparece claramente. Para os que ainda têm dúvidas, os veículos híbridos oferecem uma alternativa de transição. O principal conselho do especialista é simples: antes de comprar, faça as contas e avalie a infraestrutura. Observe a instalação elétrica da residência, escolha carregadores adequados e redobre a atenção com a bateria, especialmente após impactos ou quedas. A maioria dos incidentes com veículos elétricos relaciona-se a danos físicos nas baterias, que podem causar curtos-circuitos graves e incêndios difíceis de conter. Tecnologia, economia e sustentabilidade caminham juntas, mas só entregam benefícios quando acompanhadas de informação, planejamento e segurança.

    Sobre a P3 Engenharia elétrica

    Fundada em 2006 em Indaial (SC), a P3 Engenharia atua em todo o país, especializada em administração e execução de obras, montagem de painéis elétricos, laudos técnicos, projetos de eficiência energética e mercado livre de energia. Com mais de 4 mil obras atendidas em 19 estados, a empresa conta com quase 200 profissionais que atuam em obras industriais e projetos de eficiência energética, garantindo tranquilidade e confiança aos clientes. A P3 já entregou mais de 7 mil painéis elétricos e instalou mais de 5 mil megawatts.

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