A rede de recarga no Brasil enfrenta pressão crescente com a chegada da frota de 1 milhão de veículos leves eletrificados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Hoje, o país conta com 29,9 mil pontos públicos e semipúblicos, o que resulta em uma relação de 21,4 veículos plug-in por ponto, mais que o dobro dos 10 por ponto considerados ideais pela entidade.
Esse cenário reforça a necessidade de projetos elétricos mais robustos, com subestações e conexão adequada à rede, para evitar sobrecargas. Além disso, a eletrificação do transporte urbano e das frotas corporativas, somada à demanda de shoppings e condomínios, amplia a pressão sobre a infraestrutura disponível.
Planejamento técnico virou etapa central para ampliar a recarga
Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta, empresa mineira de engenharia elétrica, acompanha de perto a demanda por eletropostos e pode comentar sobre os desafios envolvidos na implantação de estruturas de alta potência. Entre eles, está a necessidade de planejamento e investimento em subestações, principalmente quando a operação exige grande volume de energia em curtos períodos.
O executivo também pode abordar o impacto de recarregar dezenas de ônibus e veículos de serviço ao mesmo tempo em garagens urbanas. Nesse contexto, a infraestrutura elétrica passa a influenciar diretamente a mobilidade das cidades e a operação de frotas.
rede de recarga e novos modelos de negócio
Outro ponto em destaque é a adoção de estações em shoppings, supermercados e condomínios, além do interesse de investidores em transformar a recarga em fonte de receita. Antes disso, porém, esses agentes precisam avaliar a capacidade elétrica do local e a viabilidade técnica do projeto.
Assim, a expansão da eletromobilidade avança, mas depende de investimento, planejamento e adequação da infraestrutura para acompanhar o crescimento da frota no país.