A limpeza técnica em aeroportos deixou de ser uma atividade apenas visual e passou a ocupar posição estratégica na operação aérea, segundo informações divulgadas pela ABRALIMP. Em terminais de grande circulação, a higienização de cabines e áreas comuns impacta diretamente o turnaround, a pontualidade dos voos e a biossegurança dos passageiros.
De acordo com o material, a limpeza e a desinfecção em aeroportos exigem engenharia sanitária, gestão de fluxos e protocolos ágeis para evitar atrasos em cadeia. A associação ressalta que, em hubs aeroportuários, o tempo em solo de uma aeronave depende de equipes técnicas capazes de atuar em janelas muito curtas.
Limpeza técnica em aeroportos e o impacto no turnaround
Na aviação civil, o turnaround aparece como um dos indicadores mais sensíveis para companhias aéreas e concessionárias. Quanto mais rápido e preciso for o processo de higienização, menor o risco de atrasos e melhor a alocação dos portões de embarque.
“Em um hub aeroportuário, a limpeza não é um mero serviço de apoio, mas uma etapa da engenharia de processos e de controle sanitário da operação”, explica Luciana Silveira, Diretora da Câmara Setorial de Prestadores de Serviços de Limpeza Profissional da ABRALIMP. “As equipes técnicas precisam atuar em janelas de tempo extremamente curtas. Se o protocolo falhar ou o equipamento for inadequado, o voo atrasa ou a área de embarque vira um ponto de contaminação cruzada. É uma logística que exige precisão técnica constante.”
Quatro diretrizes para biossegurança e eficiência operacional
A ABRALIMP destaca quatro pilares para manter a biossegurança sem comprometer a fluidez dos passageiros. O primeiro envolve gestão de fluxos e dimensionamento operacional, com cronogramas ajustados à malha aérea e aos picos de tráfego. Nesse contexto, lavadoras automáticas com secagem rápida ajudam a manter a limpeza contínua sem interromper a circulação.
O segundo pilar trata da biossegurança e do controle de contaminação cruzada. Totens de check-in, corrimãos, esteiras de bagagens e sanitários precisam de desinfecção contínua com saneantes registrados na ANVISA. Além disso, o sistema colorimétrico evita a transferência de microrganismos entre áreas diferentes.
O terceiro ponto envolve mecanização e produtividade. Varredeiras industriais, aspiradores dorsais ergonômicos e extratoras ampliam o alcance da limpeza e reduzem o desgaste físico das equipes. Já o quarto pilar relaciona sustentabilidade e conformidade com ESG, com uso de produtos biodegradáveis, equipamentos de baixo consumo de água e destinação correta dos resíduos.
A entidade reforça que a contratação de empresas especializadas, somada ao treinamento contínuo das equipes de linha de frente, representa o caminho mais seguro para preservar a integridade operacional e proteger a saúde pública no transporte aéreo.
Fundada em 1986, a ABRALIMP reúne mais de 240 empresas associadas e atua com cinco câmaras setoriais: Distribuidores, Químicos, Máquinas, Equipamentos e Prestadores. Entre suas iniciativas estão a Higiexpo, a UniAbralimp e o congresso Higicon.
Para saber mais, a entidade informou o site oficial: https://abralimp.org.br/.