A greve dos trabalhadores da antiga Transwolff chegou ao fim nesta segunda-feira (19), após reunião entre funcionários, representantes sindicais e a SPTrans. A paralisação afetou o transporte coletivo na zona sul de São Paulo e prejudicou cerca de 267 mil passageiros.
Greve da Transwolff afeta transporte e mobiliza atendimento emergencial
Segundo a Prefeitura de São Paulo, a circulação dos ônibus começou a ser normalizada por volta das 13h50. A paralisação atingiu linhas do lote D10, identificadas pelos ônibus azul-claros, na zona sul da capital paulista. Para minimizar os impactos, a administração acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que disponibilizou ônibus de apoio para atender os usuários.
A retomada das operações ocorreu após negociações entre os trabalhadores e representantes da gestão municipal. Mesmo com o fim da greve, o atendimento emergencial do Paese permaneceu ativo para 37 linhas, conforme divulgado pela Prefeitura.
Reivindicações trabalhistas motivaram a paralisação
Os trabalhadores cruzaram os braços para cobrar esclarecimentos sobre os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), as contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e melhorias nos benefícios.
A SPTrans, responsável pela administração e operação dos lotes desde dezembro de 2025, afirmou que os salários e benefícios estão em dia. Segundo a companhia, os depósitos de FGTS e INSS são realizados judicialmente enquanto aguardam deliberação da Justiça. A empresa pública também informou que a contratação de um novo fornecedor para o plano de saúde está em processo de licitação.
Durante a greve, o lote D11, cujos veículos são vinho, manteve a operação normal, sem interrupções.
