A MAHLE apresentou, no #ABX26, uma visão de eletrificação integrada a software, inteligência artificial, novos materiais e biocombustíveis como parte da transformação da indústria automotiva. Executivos da companhia defenderam que essas tecnologias avançam de forma complementar e que, ao mesmo tempo, a diversidade crescente de veículos amplia os desafios da cadeia de reposição.
Integração tecnológica acelera a transformação automotiva
Durante o evento, realizado em 1º de outubro no São Paulo Expo, em São Paulo, participaram dos painéis Eduardo Spilla, CEO da MAHLE Metal Leve; Evandro Tozati, diretor de Aftermarket da MAHLE para a América do Sul; e Everton Lopes, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da MAHLE na América do Sul.
No painel sobre a revolução tecnológica que redefine o automóvel, Eduardo Spilla afirmou que a mudança vai além da substituição de uma tecnologia de propulsão por outra. “A transformação da indústria automotiva vai muito além da eletrificação. Software, inteligência artificial, novos materiais e combustíveis renováveis passam a fazer parte de uma mesma equação. O desafio é integrar essas tecnologias com competitividade e capacidade de industrialização, transformando inovação em soluções que façam sentido para diferentes mercados”, disse.
Segundo o executivo, a indústria precisa combinar diferentes competências e transformar inovação em produtos viáveis para o mercado. Além disso, ele destacou a importância da engenharia local e da integração entre hardware e software para atender demandas variadas de consumidores e regiões.
Aftermarket e biocombustíveis ganham espaço na descarbonização
No debate sobre o futuro do aftermarket, Evandro Tozati afirmou que o aumento do número de modelos, tecnologias e configurações de veículos eleva a complexidade para toda a cadeia, da indústria ao varejo. “Nesse ambiente, a competitividade deixa de depender apenas de escala. Ela passa a exigir também a diversificação do portfólio, disponibilidade de produtos e maior integração entre fabricantes, distribuidores e pontos de venda. O desafio é equilibrar uma quantidade crescente de aplicações com níveis adequados de estoque e eficiência logística, para que a peça correta esteja disponível no momento que o mercado demanda”, declarou.
Tozati acrescentou que a capacidade de antecipar a demanda, ampliar portfólios e conectar os elos da cadeia tende a ganhar relevância no setor de reposição.
Já no painel sobre híbrido flex, etanol, eletrificação e competitividade brasileira, Everton Lopes defendeu a complementaridade entre tecnologias para a descarbonização da mobilidade. “O Brasil reúne condições muito particulares para avançar na descarbonização da mobilidade. O conhecimento acumulado no uso de biocombustíveis, a infraestrutura já existente e o perfil da nossa matriz energética criam oportunidades para combinar eletrificação e combustíveis renováveis de forma competitiva”, afirmou.
Para Lopes, não existe uma única solução capaz de atender, da mesma forma, todas as realidades globais. Ele também ressaltou a importância de um ambiente regulatório com previsibilidade para viabilizar investimentos e acelerar a adoção em escala de tecnologias de baixo carbono.
De forma geral, a MAHLE afirmou que as discussões no #ABX26 mostraram como digitalização, novas soluções de propulsão e a diversidade da frota passaram a avançar simultaneamente na indústria automotiva. A empresa também destacou que as características de cada país ganham peso crescente na definição das soluções mais adequadas para a mobilidade.
A unidade MAHLE Lifecycle and Mobility atende o mercado de reposição com produtos e serviços para lojas de autopeças, oficinas mecânicas, centros automotivos, frotistas, retíficas de motores e reparadores de sistemas de arrefecimento e climatização. A divisão também oferece equipamentos de diagnóstico e reparação automotiva, além de serviços e treinamentos personalizados.