Completar o reservatório com água pode parecer uma solução prática quando o nível do sistema de arrefecimento baixa, mas essa rotina pode comprometer a proteção do motor e acelerar o desgaste de componentes, alerta a Tirreno, marca de soluções químicas da Moove.
Segundo a empresa, o sistema foi projetado para funcionar com aditivo de arrefecimento adequado, que ajuda a controlar a temperatura e protege o conjunto contra corrosão. Quando o motorista usa apenas água, ele reduz a concentração do aditivo e enfraquece essa proteção.
Água sozinha no sistema de arrefecimento aumenta os riscos
De acordo com o especialista da Tirreno, Jefter Oliveira, a água comum contém sais, minerais e outras impurezas que podem favorecer depósitos e desgaste ao longo do tempo. Já a água desmineralizada, embora seja a mais indicada para a diluição, não deve ser usada sozinha. Ela precisa ser combinada com um aditivo concentrado, na proporção recomendada pelo fabricante do veículo.
“Não é recomendável considerar a reposição do sistema de arrefecimento com água como uma prática normal de manutenção. Se o nível do sistema está baixando com frequência, é importante investigar a causa, porque isso pode indicar um vazamento. O aditivo deve seguir a especificação indicada pelo fabricante do veículo para garantir o maximo de desempenho e proteçao ao motor”, explica Jefter Oliveira.
O sistema de arrefecimento opera sob altas temperaturas e pressões internas e reúne peças como radiador, mangueiras, bomba d’água, válvula termostática e reservatório. Por isso, a escolha do aditivo correto faz diferença para preservar o desempenho e a vida útil desses componentes.
Como escolher o aditivo correto para o veículo
A empresa orienta que a escolha não deve se basear apenas no preço ou na coloração do produto. Existem diferentes tecnologias de aditivos, desenvolvidas para atender às características de motores e aplicações específicas. Assim, a recomendação da montadora deve orientar a substituição ou a reposição.
Entre as opções citadas pela Tirreno está a linha ADITECH, voltada ao mercado de reposição e desenvolvida para atender às especificações das diferentes montadoras do mercado nacional. Segundo a marca, a linha busca garantir compatibilidade com os componentes e controle de temperatura para manter o desempenho do motor.
“Mais importante do que simplesmente manter o nível do reservatório é garantir que o sistema esteja utilizando o aditivo correto e dentro das condições recomendadas”, complementa o especialista.
A necessidade frequente de completar o sistema, segundo a empresa, não deve ser vista como normal. Em condições adequadas, o aditivo não deveria perder volume de forma significativa. Quando isso acontece com frequência, o motorista deve investigar possíveis vazamentos em mangueiras ou em outras partes do sistema.
Antes de completar o reservatório, a orientação é verificar a causa da redução do nível e consultar as especificações do veículo. A manutenção correta ajuda a preservar os componentes e contribui para que o motor opere dentro das condições previstas pelo fabricante.