Passageiro que urinou em cozinha de avião e outros 13 serão punidos pela Anac

Um passageiro que urinou na “galley”, espécie de cozinha de avião, e outros 13 indisciplinados serão punidos após resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A medida entrou em vigor no dia 14 de setembro e já registra quase um infrator por dia.

Desde o início da resolução até o dia 1º de outubro, houve um total de 14 casos de indisciplina registrados: cinco de nível ordinário, oito graves e um gravíssimo, informou a Anac.

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  • No caso do ato gravíssimo, a situação ocorreu quatro dias após a resolução entrar em vigor, no dia 18 de setembro. Um passageiro em um voo da companhia Azul de Belém (PA) para Campinas (SP) expôs a sua genitália e urinou na galley, área localizada perto dos lavatórios onde os comissários de bordo preparam os lanches de bordo. A tripulação interveio imediatamente e interrompeu a ação do homem.

    Questionada sobre a situação, a Anac informou que o comandante determinou que o passageiro fosse recebido pelas autoridades ao chegar ao destino. Após o pouso, ele foi conduzido pela Polícia Federal para os procedimentos cabíveis. “O operador enquadrou o ato como gravíssimo, ensejando multa e suspensão de 6 meses do direito de voar”, disse a agência.

    Conforme levantamento da Anac, quatro dos oito infratores fumaram nos banheiros das aeronaves – a infração é considerada grave e o passageiro recebe uma multa, mas não perde o direito de voar.

    Um outro caso foi classificado como grave após um passageiro chutar outra passageira a bordo. Em seguida, o agressor foi desembarcado e conduzido por agentes da Polícia Federal.

    Anac detalha punições e multas para casos de indisciplina

    De acordo com a Anac, passageiros envolvidos em casos de indisciplina no transporte aéreo poderão ser multados em R$ 17,5 mil e ter o direito de voar suspenso por até 12 meses.

    A resolução prevê que a suspensão poderá ser aplicada em casos considerados gravíssimos, como agressões físicas contra tripulantes, importunação sexual e tentativa de acesso à cabine de comando.

    Em nota, a Azul informou que atua em conformidade com a resolução da Anac. A companhia afirmou ainda que repudia manifestações de violência ou comportamentos inadequados que causem constrangimento a passageiros e tripulantes ou afetem a segurança das operações.

    Segundo a empresa, são adotadas as medidas necessárias para garantir a segurança dos voos.

    Veja todas as punições aplicáveis

    Conforme a resolução, as punições podem se encaixar em três níveis: atos ordinários, graves e gravíssimos.

    • Atos ordinários: condutas em solo ou a bordo que descumprem orientações ou causam distúrbios, como operar aparelhos eletrônicos proibidos em voo, recusar-se a seguir instruções de segurança da tripulação, causar tumulto ou desrespeitar outros passageiros com gestos ou palavras. Nesse caso, a companhia aérea deve adotar medidas de orientação formal por diálogo e ações para restabelecer a ordem.
    • Atos graves: cometer violência física contra passageiros ou funcionários em solo, agredir verbalmente ou ameaçar a tripulação, afetando a segurança do voo, fumar a bordo, causar danos propositais à aeronave ou fazer falsa comunicação de bomba ou armas. Ocorre o encerramento imediato do contrato de transporte (retirada do voo) e aplicação de multa de R$ 17,5 mil pela Anac.
    • Atos gravíssimos: violência física ou atentado à dignidade sexual contra tripulantes ou passageiros, danificar dispositivos de segurança, transportar armas ou explosivos sem autorização e tentar acessar a cabine de comando ou tomar o controle da aeronave.

    A Anac afirma que cabe ao operador aéreo fazer a classificação inicial da ocorrência e, na sequência, a Anac analisa os casos reportados. Até o momento, nenhuma multa foi aplicada. “A eventual sanção só é definida ao fim do processo administrativo aberto pela Agência, que prevê o direito à ampla defesa e ao contraditório”, disse a agência.

    Até o momento, apenas o passageiro do caso gravíssimo foi incluído no-fly list (banido de voar), providência adotada imediatamente após a ocorrência desse tipo de ato de indisciplina.

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