Veículos elétricos já respondem por 21% das vendas de veículos leves no Brasil e, com isso, aumentam a pressão sobre condomínios que precisam rever a infraestrutura das garagens para receber a recarga. Em julho, o mercado de eletrificados somou 56.074 unidades vendidas, alta de 195% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a ABVE.
Do total vendido no mês, 83% foram modelos BEV ou híbridos plug-in, que dependem de recarga externa. Além disso, a associação informou que 215.023 veículos eletrificados foram emplacados no primeiro semestre de 2026, crescimento de 125% ante o mesmo período do ano anterior.
Lei em São Paulo amplia direito de instalação, mas exige planejamento
Em São Paulo, a Lei Estadual nº 18.403/2026 passou a assegurar ao condômino o direito de instalar uma estação individual de recarga em sua vaga, desde que o local respeite a capacidade elétrica disponível e as normas técnicas e de segurança. Para Paulo Sérgio Fernandes Júnior, CEO da Apollo Energy, o avanço do segmento exige visão coletiva.
“O condomínio não precisa instalar dezenas de carregadores hoje. Precisa saber o que fará quando dezenas de moradores quiserem carregar seus carros”, afirma.
Segundo a Apollo Energy, o ponto de partida deve ser o diagnóstico da capacidade elétrica do condomínio. O levantamento precisa considerar a demanda atual, a potência disponível, a possibilidade de expansão e a eventual necessidade de aumento de carga junto à distribuidora.
Além disso, a empresa alerta que instalações feitas de forma isolada podem consumir a capacidade disponível e dificultar novos pedidos no futuro. Por isso, o planejamento deve prever crescimento gradual e não apenas atender aos primeiros moradores que já possuem carro elétrico.
Leia também:
- Lubrificação especializada evita paradas e reduz custos na safra
- Vendas de automóveis em leilão crescem 10% no 1º semestre de 2026
- Bradesco Seguros registra alta de 67% em seguros para veículos elétricos
- Bridgestone equipa novo Chevrolet Sonic com pneu Turanza 6
- Mitos e verdades sobre combustível para economizar ao abastecer
- Yamalog inicia projeto com caminhão elétrico em São Paulo
- Emplacamento de veículos 0 km cresce 7% em São Paulo em 2026
- Hyundai HB20 lidera buscas no NaPista no primeiro semestre
Como organizar a recarga e evitar obras futuras
A Apollo Energy também recomenda avaliar sistemas de gerenciamento inteligente de carga. Quando a capacidade elétrica é limitada, esses sistemas podem distribuir a potência disponível entre os veículos conectados e, assim, reduzir a necessidade de obras imediatas de maior porte.
Outro ponto central é separar a infraestrutura coletiva do consumo individual. Nessa lógica, quadros, cabeamento principal, sistemas de proteção e gerenciamento ficam na estrutura comum do condomínio, enquanto a medição identifica o uso de cada usuário, o horário e a energia consumida. Com isso, moradores sem veículo elétrico não pagam pela recarga dos demais.
A empresa também destaca a importância de seguir as normas de segurança, com atenção ao dimensionamento de cabos, dispositivos de proteção, aterramento, quadros elétricos, localização dos equipamentos e desligamento. Em São Paulo, a atualização da Instrução Técnica nº 41 do Corpo de Bombeiros passou a tratar especificamente dos Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos.
Por fim, a Apollo Energy orienta os condomínios a definir um padrão antes de autorizar instalações isoladas. Sem critérios comuns, cada morador pode adotar tecnologias, cabos e formas de cobrança diferentes, o que dificulta a manutenção e a expansão da garagem. “Quando existe apenas um carro elétrico, normalmente é fácil encontrar uma solução. O desafio aparece quando chegam o décimo, o vigésimo e o trigésimo. Se a infraestrutura tiver sido planejada desde o início, esse crescimento pode acontecer de forma muito mais organizada”, conclui Paulo.
A Apollo Energy atua com infraestrutura e tecnologia para recarga de veículos elétricos em condomínios, empresas, frotas e eletropostos, com serviços que vão do diagnóstico e projeto elétrico à instalação, gestão, monitoramento e cobrança individualizada.