Antes de embarcar, vale entender se o seguro viagem realmente entrega o que promete em uma emergência. Embora preço, cobertura e benefícios chamem atenção na contratação, especialistas alertam que a qualidade do atendimento costuma fazer diferença quando o viajante enfrenta um imprevisto longe de casa.
“O preço continua sendo um dos primeiros critérios observados, mas a comparação está ficando mais criteriosa. O viajante começa a perceber que duas apólices com valores semelhantes podem oferecer experiências muito diferentes quando surge um problema, e é nesse momento que a estrutura de atendimento faz diferença”, afirma Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem.
Com mais viagens em circulação, cresce também a atenção sobre proteção e assistência. Segundo dados citados no material, o Brasil recebeu 4,33 milhões de turistas internacionais nos primeiros quatro meses de 2026, enquanto o mercado de seguro viagem movimentou R$ 920 milhões em prêmios entre janeiro e novembro de 2025, alta de 6,02% em um ano.
O que avaliar na hora de contratar o seguro viagem
Para Reichenbach, a análise deve começar pela combinação entre cobertura e capacidade de atendimento. O executivo destaca que o consumidor precisa observar não apenas o valor da apólice, mas também os limites, as exclusões e a reputação da empresa.
“Um seguro viagem confiável precisa entregar aquilo que foi contratado e oferecer suporte ao cliente quando ele mais precisa. Por isso, antes de comparar preços, é importante entender as coberturas, os limites, as exclusões e pesquisar a reputação da empresa e a experiência de outros viajantes”, afirma.
Entre os principais pontos, ele cita despesas médicas e hospitalares, atendimento odontológico, traslado médico, repatriação, extravio de bagagem e cancelamento ou interrupção da viagem. Além disso, o viajante deve ler as exclusões da apólice com atenção, já que algumas situações podem ter condições específicas para utilização.
“Uma cobertura alta, sozinha, não significa que o seguro seja melhor. O consumidor precisa entender o que está incluído, quais são os limites e em quais situações poderá utilizar cada cobertura. É essa leitura que permite comparar os planos de maneira mais consciente”, explica.
Como testar o seguro viagem antes de embarcar
O momento decisivo acontece quando algo sai do planejado. Uma emergência médica, o extravio de bagagem ou a necessidade de alterar o retorno podem transformar a viagem em uma situação de estresse, e é aí que a assistência ganha peso.
“Quando acontece um imprevisto fora de casa, o viajante não quer apenas ter uma apólice. Ele precisa saber para quem ligar, receber orientação e ter clareza sobre os próximos passos. A qualidade da assistência faz parte da experiência do seguro”, afirma.
Por isso, o especialista recomenda verificar os canais de atendimento, entender como acionar a assistência e confirmar se existe suporte durante todo o período da viagem. Também orienta pesquisar avaliações recentes, histórico de reclamações e índices de resolução, além de guardar a apólice e os contatos de emergência em local de fácil acesso.
“Recomendamos que o viajante não deixe para ler a apólice somente quando precisar utilizá-la. Antes do embarque, é importante entender as coberturas, guardar os canais de atendimento e saber qual procedimento deve ser seguido em uma emergência”, diz.
Outra etapa importante envolve conferir as exigências específicas do destino, já que alguns países exigem seguro viagem para entrada de estrangeiros ou definem valores mínimos de cobertura. Reichenbach sugere até um teste simples antes da viagem: salvar os contatos, checar se funcionam e entender como pedir ajuda.
“Salvar os canais de atendimento, conferir se os contatos funcionam e entender de forma simples como pedir ajuda. Parece um detalhe, mas, em uma situação de emergência, cada minuto gasto procurando informação aumenta a ansiedade. Quanto mais familiarizado o viajante estiver com o serviço antes da viagem, mais preparado estará para tomar uma decisão rápida se precisar dele”, aconselha.