Plano CNT 2026 mapeia projetos de infraestrutura nos estados

A CNT elaborou recortes estaduais do Plano CNT de Transporte e Logística 2026 para os 27 estados brasileiros. Os levantamentos reúnem projetos essenciais para ampliar e modernizar a infraestrutura de transporte, identificando características estaduais, gargalos e oportunidades de investimento.

Infraestrutura e investimentos estratégicos

O documento reúne 2.837 projetos em todas as modalidades de transporte, com estimativa de R$ 2,03 trilhões em investimentos. O Plano funciona como instrumento de planejamento para orientar decisões públicas e privadas, contemplando projetos em diferentes estágios, desde propostas até obras em execução. A carteira foi construída a partir da atualização de iniciativas mapeadas pela CNT, demandas do setor transportador e programas dos governos federal e estaduais.

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  • Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT, destaca que a competitividade do país depende da capacidade de cada estado superar gargalos logísticos e fortalecer sua integração com outros mercados. Ela afirma que o desenvolvimento da infraestrutura precisa ser pensado estrategicamente e a longo prazo, considerando as necessidades regionais e a perspectiva nacional, para identificar oportunidades de investimento e aumentar a eficiência logística.

    Recortes estaduais e prioridades

    Os recortes estaduais mostram como as prioridades de infraestrutura variam conforme as características e necessidades de cada território. No Amazonas, a carteira soma R$ 30,3 bilhões, com projetos nos modos rodoviário, ferroviário, portuário, hidroviário e aeroportuário, além de terminais logísticos e mobilidade urbana. O modo rodoviário concentra R$ 13,7 bilhões em adequação, construção e pavimentação de rodovias, enquanto a infraestrutura hidroviária recebe cerca de R$ 8 bilhões para adequação de hidrovias e implantação de dispositivos.

    Na Bahia, a carteira reúne R$ 93,2 bilhões em projetos, com destaque para o modo rodoviário, que concentra R$ 47,5 bilhões em intervenções como duplicação e recuperação de rodovias. O modo ferroviário prevê construção e recuperação de ferrovias, com investimentos estimados em R$ 35,3 bilhões.

    Minas Gerais apresenta 351 propostas que somam R$ 289,4 bilhões, com destaque para a infraestrutura ferroviária, incluindo construção de 2.902,9 km de ferrovias, trem de alta velocidade, metrôs, monotrilhos e recuperação da malha ferroviária.

    No Rio de Janeiro, a carteira de 121 projetos soma R$ 92,9 bilhões, com maior parcela destinada à infraestrutura ferroviária, incluindo trem de alta velocidade, monotrilhos, metrôs e novos trechos ferroviários. A infraestrutura rodoviária também contempla adequações e duplicações.

    O Rio Grande do Sul integra o Plano com R$ 125,8 bilhões em propostas para todos os modos de transporte, destacando investimentos ferroviários para construção, recuperação e eliminação de gargalos, além de projetos rodoviários.

    São Paulo concentra a maior carteira estadual, com R$ 493,7 bilhões em investimentos. A infraestrutura ferroviária lidera os recursos, com projetos de trem de alta velocidade, novos trechos e recuperação da malha existente, representando mais da metade do total investido no estado.

    Para consultar informações detalhadas por estado, o Painel BI da CNT está disponível no site, permitindo acesso a dados regionais por meio de filtros.

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