O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou na quinta-feira (20/08) que a Trivia Trens cumpriu todos os requisitos técnicos para assumir as linhas de trem que pertenciam à CPTM até o início deste ano. Segundo ele, a melhora nos serviços de transporte sobre trilhos depende de um processo de longo prazo e não ocorre automaticamente após privatizações e concessões.
Trivia Trens e os requisitos técnicos para operação
Durante uma sabatina organizada pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico, Tarcísio destacou que a análise dos requisitos técnicos operacionais e profissionais comprova a capacidade da Trivia Trens. “Eu posso dizer que a empresa Trivia Trens tem esses requisitos, até porque, se não tivesse, ela seria desclassificada no certame”, afirmou. Ele também ressaltou que o grupo controlador da companhia possui experiência comprovada em outros modais de transporte, como o aéreo, além de operações do VLT na Baixada Santista e nas redes de metrô de Belo Horizonte e Salvador.
Problemas na transição e medidas adotadas
O governador reconheceu que, após o período de transição entre a CPTM e a Trivia Trens, ocorreram problemas que afetaram a gestão. “Foram três dias seguidos de problema e esses problemas eram muito graves, e a resposta da empresa foi ruim. A gente falou: ‘Opa, vamos dar o passo atrás'”, explicou. Ele esclareceu que essa situação não foi inusitada, pois estava prevista no contrato, que permitia à regulação retomar a operação com a CPTM, o que foi feito. Essa experiência, segundo Tarcísio, servirá para a gestão rever protocolos.
Investimento e concessão para melhorar o transporte
Tarcísio afirmou que a intenção é melhorar a qualidade do transporte no Estado, embora o processo ocorra em uma velocidade inferior à esperada pela população. “Por que a gente fez a concessão? Por que a gente resolveu passar isso para a iniciativa privada? Não é ter que fazer concessão por concessão ou um dogma de que a iniciativa privada sempre vai fazer melhor alguma coisa para o poder público. Eu não acredito nisso. A ideia era mobilizar investimento e mobilizar esse investimento num prazo mais curto”, declarou.
O governador reforçou que a concessão visa acelerar investimentos e melhorias, não uma crença automática na superioridade da iniciativa privada na gestão pública.