O TIC Eixo Norte avança no trecho entre Campinas e Jundiaí e já figura entre as maiores frentes de obras em andamento no Estado de São Paulo. O projeto, que prevê a implantação do expresso entre Campinas e a capital e a modernização da Linha 7-Rubi, recebe investimento de R$ 14,2 bilhões.
Nesta etapa inicial, as equipes instalam canteiros de obras e áreas de apoio, preparam o terreno, executam terraplenagem e contenções e implantam uma passagem inferior à ferrovia para transposição de veículos e remoção de interferências.
Durante visita à obra nesta sexta-feira (7), o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, destacou o impacto regional do empreendimento. “É uma obra que vai mudar a história do estado de São Paulo”, afirmou. “A gente vai ter mais de 100 mil passageiros rodando nos trens, e isso vai trazer muito desenvolvimento para a região de Campinas, Jundiaí e São Paulo. O impacto econômico também vai ser incrível, com a criação de mais de 10 mil empregos diretos e a mudança do vetor de desenvolvimento nestas cidades, com desenvolvimento das regiões próximas às estações.”
TIC Eixo Norte e a nova ligação ferroviária paulista
O projeto inclui o Trem Intercidades (TIC), que fará a ligação expressa entre São Paulo e Campinas, o Trem Intermetropolitano (TIM), com paradas entre Jundiaí e Campinas, e a modernização da Linha 7-Rubi.
Com capacidade para 860 passageiros, o TIC deverá operar a até 140 km/h e cumprir o trajeto de 101 km entre Campinas e São Paulo em cerca de 64 minutos. A projeção oficial estima atendimento a 672 mil passageiros por dia em 11 municípios, ampliando a integração regional e oferecendo alternativa ao transporte rodoviário. A previsão de entrega é 2031.
Já o TIM, serviço parador com início previsto para 2029, ligará Jundiaí a Campinas em 44 km, com tempo estimado de 33 minutos. O trajeto terá paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos.
Além disso, o empreendimento prevê a modernização de cinco estações históricas, a aquisição de novos trens e a geração de mais de 10,5 mil empregos. Com isso, o governo estadual espera fortalecer a integração entre a capital, Jundiaí e Campinas e ampliar a capacidade do transporte ferroviário regional.
Obras na região também incluem saneamento e rodovias
Mais cedo, o governo paulista entregou a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Cabreúva, que deve beneficiar cerca de 50 mil moradores. A estrutura amplia a capacidade de coleta, afastamento e tratamento de esgoto no município.
“O Governo de São Paulo tem trabalhado de forma integrada para transformar investimentos em infraestrutura em melhoria concreta para a população. O saneamento, a mobilidade e a logística são áreas estratégicas que precisam caminhar juntas, com planejamento de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento sustentável”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
A agenda também incluiu obras rodoviárias na região, que integram o maior conjunto de investimentos em infraestrutura viária em execução no Estado. Segundo o governo, São Paulo reúne R$ 144,6 bilhões em investimentos públicos e concedidos, distribuídos por 61,8 mil quilômetros de rodovias, com cerca de 4.300 obras conduzidas pelo DER e pelas concessionárias reguladas pela Artesp. Desse total, mais de 880 já foram concluídas.
Na rodovia Vereador José de Moraes (SPA-085/300), as equipes executam restauração do pavimento, pavimentação dos acostamentos e implantação de faixa adicional. Já na rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), entre Campinas e Paulínia, o investimento de R$ 92,7 milhões contempla pistas marginais, novos dispositivos de acesso, seis pontes e viadutos e o alargamento de uma estrutura existente.
As obras devem beneficiar uma região com cerca de 1,3 milhão de habitantes e melhorar a fluidez de um corredor por onde circulam aproximadamente 51 mil veículos por dia. Em seguida, a programação terminou na rodovia Dom Pedro I (SP-065), em Atibaia, onde avançam intervenções de faixas adicionais, adequação dos acostamentos e alargamento de cinco pontes e viadutos.
Com investimento de R$ 104,7 milhões, as obras ampliam a capacidade operacional de um dos principais corredores logísticos do Estado e reforçam a segurança viária e a eficiência do transporte de pessoas e cargas.