A Região Metropolitana de São Paulo reúne 41 projetos voltados ao fortalecimento da mobilidade urbana, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, elaborado pelo Ministério das Cidades em parceria com o BNDES. O levantamento aponta propostas para metrô, trem, VLT e BRT e traça cenários para o planejamento de longo prazo da rede de transporte público.
Projetos preveem expansão da mobilidade até 2054
De acordo com o estudo, a implantação das iniciativas exigiria investimento de pelo menos R$ 175,7 bilhões. As propostas fazem parte de um planejamento pensado para as próximas décadas, com efeitos esperados até 2054.
Entre as intervenções previstas, o levantamento cita novas linhas de metrô, ampliação da malha ferroviária, implantação de corredores estruturantes de ônibus e novos trechos de VLT.
Nos cenários simulados, a rede de transporte coletivo de média e alta capacidade da capital e da região passa dos atuais 746 quilômetros para 1.309 quilômetros. Além disso, a participação de metrôs, trens, VLTs e BRTs pode avançar de 52,4% para 71,6% dos deslocamentos realizados por transporte coletivo.
O estudo também projeta redução de cerca de 9% no tempo gasto com deslocamentos, queda de 10% no número de óbitos em sinistros de trânsito e recuo de aproximadamente 4% nos custos operacionais do transporte coletivo.
Além disso, a estimativa aponta diminuição de aproximadamente 14% nas emissões de gases de efeito estufa, o que evitaria cerca de 879 mil toneladas de gases poluentes por ano na região metropolitana paulista.
Estudo nacional mapeia 187 projetos em 21 regiões
Desenvolvido entre 2024 e 2026, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana identificou 187 projetos distribuídos nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A implantação das iniciativas exigiria investimentos de pelo menos R$ 430 bilhões.
Segundo o levantamento, a pesquisa servirá de base para a construção de uma estratégia nacional voltada ao fortalecimento do transporte público coletivo.
Em escala nacional, o estudo projeta crescimento de 120% na malha de transporte coletivo de média e alta capacidade, que pode passar dos atuais 2.018 quilômetros para 4.428 quilômetros de extensão.
O cenário também prevê redução de 12% no tempo gasto com deslocamentos, queda de 6% no número de óbitos em sinistros de trânsito e recuo de 11% no custo operacional por viagem no sistema de transporte público. Além disso, a estimativa aponta diminuição de aproximadamente 12% das emissões de gases de efeito estufa, evitando a emissão de cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes por ano no país.
