Ranking da melhor experiência de acesso aos aeroportos brasileiros destaca Recife e aponta Confins como pior caso

Um levantamento da Mozio sobre a melhor experiência de acesso aos aeroportos brasileiros analisou tempo de deslocamento, custo, variedade de modais e integração com a rede urbana nas capitais do país. O estudo colocou o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre na liderança e apontou o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins-Tancredo Neves como o terminal com mais dificuldades para chegar ao centro.

A pesquisa avaliou os principais aeroportos das capitais brasileiras com base em quatro critérios: tempo médio até a região central, diversidade de transporte, custo médio da viagem e facilidade de integração com a malha urbana. Segundo a Mozio, a jornada do passageiro não termina no desembarque e, em muitos casos, o trajeto até o destino final pesa tanto quanto o próprio voo.

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  • Recife lidera a melhor experiência de acesso aos aeroportos brasileiros

    Na primeira posição, Recife se destaca por ser o único aeroporto internacional brasileiro conectado diretamente a um sistema de metrô, por meio de uma passarela coberta que leva os passageiros até o centro da cidade ou à praia de Boa Viagem. De acordo com o levantamento, essa integração multimodal reduz o tempo de deslocamento e melhora a previsibilidade da chegada.

    O aeroporto pernambucano fica a 11 km do centro e oferece metrô, BRT, ônibus municipais, táxis, aplicativos e transfers. O custo médio varia de R$ 5 a R$ 6 no metrô e de R$ 35 a R$ 50 nos aplicativos. Entre os pontos fortes, a análise destaca a conexão coberta com o metrô, as múltiplas alternativas de transporte, o bom custo-benefício e a proximidade de atrações turísticas. Já entre os pontos fracos aparecem intervalos maiores do metrô fora do horário de pico e sinalização limitada em inglês.

    Porto Alegre aparece em segundo lugar, com 10 km de distância do centro e conexão por Aeromóvel à Trensurb, embora o sistema esteja fora de operação desde as enchentes de 2024. Fortaleza ocupa a terceira posição, com 8 km até o centro, boas opções de ônibus e tarifas competitivas. Rio Branco fecha o grupo dos quatro melhores, também a 8 km do centro, mas com menor variedade de modais.

    O levantamento ainda faz uma menção honrosa ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Apesar de não entrar na análise por atender principalmente voos domésticos, o terminal aparece como exemplo de mobilidade integrada, com acesso ao VLT a poucos passos do desembarque e apenas 2 km de distância do centro.

    Confins lidera os desafios de mobilidade nos terminais

    Na outra ponta da lista, Confins concentra os maiores obstáculos. O aeroporto fica a 40 km do centro de Belo Horizonte e, segundo a Mozio, reúne três problemas ao mesmo tempo: grande distância, tarifas mais altas de aplicativos e ausência total de conexão ferroviária. O trajeto pode custar entre R$ 18 e R$ 35 no ônibus executivo e entre R$ 90 e R$ 140 nos aplicativos.

    Natal aparece em segundo lugar entre os piores desempenhos, com aeroporto localizado em São Gonçalo do Amarante, a 30 km do centro e até 40 km das praias. Palmas surge em seguida, com serviço limitado de ônibus e forte dependência de transporte privado. Em quarto lugar está o Galeão, no Rio de Janeiro, que enfrenta gargalos de acesso, trânsito intenso e necessidade de integração entre BRT e metrô.

    Apesar das dificuldades, o Galeão mantém variedade de modais e alternativa econômica via BRT + metrô. Já em Confins, a análise ressalta que o ônibus executivo oferece conforto e boa frequência, mas a distância e a ausência de ferrovia pesam no resultado final.

    Para a Mozio, planejar o deslocamento com antecedência ajuda a evitar filas, custos inesperados e dificuldades na chegada. Como resume Germán Zannier, gerente de operações da empresa: “Uma boa experiência de viagem não termina quando o avião pousa. O deslocamento entre o aeroporto e o destino final é uma parte importante da jornada e, quando é simples e previsível, contribui para uma experiência muito mais tranquila para o passageiro. Por isso, planejar o transporte com antecedência pode ajudar a evitar filas, custos inesperados e dificuldades para encontrar a melhor opção de traslado na chegada.”

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