Governo paulista adia início do Pedágio Eletrônico nas rodovias Anchieta e Imigrantes

O governo paulista adiou o início da operação do pedágio eletrônico nas rodovias Anchieta e Imigrantes, previsto para o domingo, dia 1º de agosto de 2026. O pedágio de passagem livre está instalado no km 29 da estrada que liga a capital paulista à Baixada Santista. A decisão de adiar a cobrança eletrônica ocorreu devido à pressão dos moradores da região do Pós-Balsa, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

A rodovia dos Imigrantes representa a única ligação terrestre da comunidade do Pós-Balsa com o restante do município. Além disso, o deslocamento também ocorre por meio da travessia de balsa operada pela EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). Na região do Pós-Balsa, existem bairros rurais, comunidades e quatro aldeias indígenas.

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  • Alterações no sistema de cobrança do Sistema Anchieta-Imigrantes

    De acordo com a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e a SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos), o pórtico de cobrança na pista sentido São Paulo será reposicionado para o km 38 da rodovia dos Imigrantes. O pórtico no sentido litoral permanecerá no km 29. Na Anchieta, os dois pórticos continuarão no km 33.

    Até o início da operação da cobrança eletrônica, os equipamentos instalados funcionarão apenas para monitoramento das rodovias. As praças de pedágio com cancela da Anchieta (Riacho Grande, km 31) e da Imigrantes (Piratininga, km 32) seguirão operando normalmente.

    Quando o novo sistema começar a operar, a tarifa atual será cobrada nos dois sentidos das estradas, tanto para quem desce quanto para quem sobe a serra. Com reajuste no dia 1º de agosto, o pedágio no sistema Anchieta-Imigrantes passou para R$ 40,60, sendo cobrado R$ 20,30 para cada sentido. Esse valor impactaria diretamente os moradores do Pós-Balsa.

    Funcionamento do pedágio eletrônico free flow

    Os pórticos de free flow foram instalados em fevereiro de 2026, com expectativa inicial de cobrança a partir de 1º de julho, mas a operação foi adiada para avaliação do perfil dos veículos que circulam pelas rodovias. A concessionária Ecovias Imigrantes, responsável pela gestão, constatou que 93% dos veículos comerciais que passaram pelos pórticos tinham tag ativa, enquanto 71% dos veículos de passeio possuíam o dispositivo.

    Os testes para validação da tecnologia e dos processos operacionais começaram no final de maio. O sistema de pedágio eletrônico free flow realiza a cobrança com veículos em movimento, utilizando pórticos com câmeras que identificam placas ou sinais das tags, semelhantes aos usados em pedágios convencionais e estacionamentos sem parada.

    Para veículos com tags válidas, a cobrança ocorre automaticamente pela operadora contratada. Quem não possui o dispositivo colado no para-brisa tem até 30 dias para realizar o pagamento.

    Facilidades para pagamento e monitoramento

    Os responsáveis pelas rodovias devem criar canais digitais, como sites e aplicativos, além de locais físicos, para que os usuários possam efetuar o pagamento do pedágio. Em São Paulo, o site Siga Fácil unifica os pagamentos do sistema.

    O adiamento da cobrança eletrônica visa preservar os deslocamentos locais e ampliar a justiça tarifária, conforme nota oficial que cita o nome dado ao pedágio eletrônico no estado de São Paulo, Siga Fácil.

    Isenção para motos e situação atual das praças de pedágio

    Motos continuam isentas do pagamento do pedágio. Até a entrada em operação do novo sistema, as praças de pedágio com cancela seguirão funcionando normalmente, garantindo a cobrança tradicional.

    O sistema free flow representa uma mudança significativa na forma de cobrança, eliminando as cancelas e permitindo a passagem livre, com monitoramento eletrônico e cobrança automática.

    Contexto da região do Pós-Balsa e impacto da mudança

    A região do Pós-Balsa, localizada em São Bernardo do Campo, abriga bairros rurais, comunidades e quatro aldeias indígenas. A mudança no pórtico de cobrança da rodovia dos Imigrantes para o km 38 visa atender às demandas desses moradores, que pressionaram para evitar impactos negativos no deslocamento local e na tarifa.

    Essa alteração busca equilibrar a operação do pedágio eletrônico com a preservação dos direitos e necessidades da população local.

    Conclusão

    O adiamento do início da operação do pedágio eletrônico no Sistema Anchieta-Imigrantes reflete a preocupação do governo paulista em ajustar o sistema para atender melhor os usuários, especialmente os moradores do Pós-Balsa. A mudança no posicionamento dos pórticos e a manutenção das praças de pedágio tradicionais até a implementação completa do free flow garantem maior justiça tarifária e preservação dos deslocamentos locais. O sistema free flow promete modernizar a cobrança, facilitando o pagamento e o monitoramento das rodovias que ligam São Paulo à Baixada Santista.

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