O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que avalia a viabilidade ambiental do projeto da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes. Essa decisão permite que a Cetesb emita a licença prévia para o empreendimento, um marco importante para a ampliação da infraestrutura rodoviária entre o planalto e a Baixada Santista.
Projeto da terceira pista do sistema Anchieta-Imigrantes
Com 21,6 quilômetros de extensão, a nova via representa uma das obras rodoviárias mais complexas do país. Cerca de 91% do trajeto será subterrâneo, com cinco túneis que somam aproximadamente 17,3 quilômetros. Um desses túneis ultrapassa seis quilômetros, tornando-se o maior túnel rodoviário do Brasil. Além disso, o projeto inclui oito pontes e viadutos, que complementam a estrutura da terceira pista.
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, destacou que a aprovação do parecer técnico reforça a seriedade e o rigor do processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo. Ela ressaltou que o projeto, apesar de sua complexidade, passou por análises criteriosas baseadas em estudos técnicos consistentes, evidenciando o compromisso do governo com o desenvolvimento sustentável e a segurança jurídica dos empreendimentos.
Importância estratégica do sistema Anchieta-Imigrantes
A nova pista vai conectar o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo ao polo industrial de Cubatão. Essa ligação facilita o acesso ao Porto de Santos, um dos principais portos do país, e deve ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, beneficiando a logística e o escoamento de cargas.
A avaliação técnica da Cetesb ressaltou o caráter inovador da obra, que prioriza a preservação ambiental ao adotar a solução de túneis para reduzir impactos, especialmente na Mata Atlântica. A construção movimentará cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas.
Para garantir a segurança ambiental, a Cetesb exigiu um plano detalhado para a destinação desse material, além de medidas rigorosas de controle nas escavações e ações específicas para proteger recursos hídricos e a biodiversidade da região.
O diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, afirmou que o licenciamento ambiental é fundamental para assegurar a segurança em uma obra dessa magnitude. Ele destacou que o projeto enfrenta desafios únicos, como a alta concentração de túneis em uma área sensível da Serra do Mar, e que o processo de licenciamento permite avaliar cada etapa da engenharia, garantindo controle e redução dos impactos.
Na mesma reunião, o Consema acompanhou a apresentação do programa Finaclima, que financia iniciativas sustentáveis, e aprovou o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga.
A aprovação do parecer técnico para a terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes representa um avanço significativo para a infraestrutura paulista, promovendo desenvolvimento sustentável e melhorias na mobilidade e logística da região.

