O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou contratos de financiamento que somam R$ 5,6 bilhões para importantes projetos de mobilidade urbana no estado de São Paulo. Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o banco firmou R$ 3,2 bilhões para o Trem Intercidades Eixo Norte (TIC Eixo Norte), que ligará São Paulo a Campinas, e R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo.
O papel do BNDES no financiamento da infraestrutura paulista
Em 25 de março de 2026, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, assinou os contratos em Araraquara (SP) com o Governo do Estado de São Paulo. Esses financiamentos representam a segunda tranche do aporte público para o TIC Eixo Norte e a expansão da Linha 2 do metrô. O BNDES aprovou, em setembro de 2023, um plano de investimentos que integra o Novo PAC, com um total de R$ 10 bilhões destinados a esses dois projetos: R$ 6,4 bilhões para o TIC Eixo Norte e R$ 3,6 bilhões para a aquisição de 44 trens para a Linha 2 (Verde).
Até o momento, o banco contratou R$ 3,2 bilhões referentes à primeira tranche do TIC e os R$ 3,6 bilhões para a compra dos trens, que a fabricante CRRC-Sifang produzirá em Araraquara, com entregas previstas a partir de maio de 2027.
Impactos e avanços do BNDES na mobilidade urbana e indústria
Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou a importância do BNDES para o desenvolvimento nacional. Ele ressaltou que o banco emprestou quatro vezes mais recursos para o desenvolvimento em comparação à gestão anterior, possibilitando projetos como a Nova Indústria Brasil (NIB). Lula afirmou que o financiamento do BNDES é essencial para construir ativos produtivos que geram rentabilidade para o país.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou o crescimento expressivo nas aprovações de financiamentos para São Paulo. Em três anos do governo Lula, o banco aprovou R$ 152,6 bilhões, mais que o dobro do valor aprovado em quatro anos do governo anterior. Na indústria paulista, o BNDES financiou R$ 71,7 bilhões, mais de três vezes o valor anterior, reforçando a política da NIB coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Detalhes da expansão da Linha 2 do metrô e do TIC Eixo Norte
O contrato de R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do Metrô contempla a extensão de 8,3 km entre as estações Vila Prudente e Penha, com oito novas estações. Essa fase beneficiará cerca de 320 mil passageiros por dia útil. A nova estação Penha conectará a Linha 3-Vermelha e a Linha 11-Coral da CPTM, facilitando o trajeto de usuários de cidades como Suzano e Mogi das Cruzes até a Avenida Paulista. O projeto deve gerar aproximadamente 7 mil empregos diretos e 4,8 mil indiretos.
O TIC Eixo Norte, trem de média velocidade e expresso, ligará São Paulo a Campinas, percorrendo 101 km. O serviço incluirá um trem parador entre Jundiaí e Campinas, passando por oito municípios, e um serviço parador metropolitano (atual Linha 7-Rubi), que conecta Barra Funda a Jundiaí com 17 estações já em operação.
Incentivo à indústria nacional pelo BNDES
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o BNDES financia projetos que exigem conteúdo nacional. A fabricação dos trens ocorre no Brasil, com a instalação da fábrica em Araraquara, sem custos de desapropriação, graças à cessão de área pelo Governo Federal. Essa iniciativa fortalece a indústria nacional e promove a geração de empregos.
Além disso, durante o evento, assinou-se a Portaria de Seleção para utilização de recursos do FGTS pela Concessionária TIC Trens S.A., responsável pela implantação do TIC Eixo Norte.
Conclusão: BNDES como motor do desenvolvimento em São Paulo
O BNDES atua como um agente fundamental para o avanço da infraestrutura e da indústria no estado de São Paulo. Os contratos assinados para o Trem Intercidades e a expansão do metrô demonstram o compromisso do banco com o desenvolvimento sustentável e a mobilidade urbana. Ao financiar projetos que exigem conteúdo nacional, o BNDES fortalece a indústria brasileira e contribui para a geração de empregos, consolidando-se como um pilar do crescimento econômico e social do país.
