A Estação Júlio Prestes, localizada no centro de São Paulo, recebeu uma restauração completa que modernizou sua infraestrutura e resgatou a arquitetura original da década de 1930. O investimento de R$ 42 milhões permitiu revitalizar mais de 14 mil metros quadrados, beneficiando diariamente mais de 5 mil passageiros da Linha 8-Diamante. O governador Tarcísio de Freitas entregou a obra, destacando a importância da reabilitação do centro histórico e o papel da estação como símbolo da história ferroviária paulista.
Detalhes da restauração e resgate da identidade visual da Estação Júlio Prestes
A concessionária ViaMobilidade liderou as obras, que duraram 14 meses e envolveram 250 trabalhadores. O projeto preservou elementos originais da estação inaugurada em 1939, como fachadas, esquadrias e cores, conectando a memória urbana à mobilidade contemporânea. Técnicas e materiais compatíveis com o período da construção garantiram a fidelidade histórica. A fachada recebeu verniz antipichação, os relógios históricos de 1972 foram restaurados, e portas fora do padrão foram substituídas por modelos originais. Vidros aramados também passaram por recuperação.
Durante a restauração, alpinistas e restauradores removeram até seis camadas de tinta para revelar as cores originais do arquiteto Christiano Stockler das Neves. Descobriu-se que a estrutura metálica tinha tom vinho, e não cinza, como se acreditava. Essa tonalidade dialogava com os vagões da Estrada de Ferro Sorocabana, também pintados em vinho. A confirmação veio por análises técnicas e registros históricos, ajustando o projeto para refletir a identidade visual original.
Novos usos e descobertas
A reforma transformou a antiga sala de espera da segunda classe, que funcionava como depósito, em um café. O piso de taco dessa área recebeu sete camadas de tratamento para restauração. Durante as obras de acessibilidade, um “para-trem” de ferro, uma antiga barreira de fim de trilho, foi encontrado e mantido para exibição aos visitantes, revelando um pedaço oculto da história ferroviária.
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Modernização e impacto urbano da Estação Júlio Prestes
Além do resgate histórico, a estação recebeu melhorias estruturais importantes. Rampas e infraestrutura para pessoas com deficiência foram adequadas, e os jardins externos foram renovados para criar áreas de convivência. A instalação de câmeras de monitoramento integradas ao novo Centro de Controle Operacional (CCO) aumentou a segurança. Atualizações na infraestrutura elétrica e hidráulica também contribuíram para a requalificação urbana do entorno.
Patrimônio histórico e importância da Estação Júlio Prestes
Projetada pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves, a Estação Júlio Prestes inaugurou em 1930 e concluiu sua construção em 1938. Tombada nas esferas federal, estadual e municipal, a estação marcou gerações ao conectar São Paulo ao interior do estado. A restauração devolveu o patrimônio aos seus moldes originais, renovando a paisagem urbana e contribuindo para a valorização do centro da capital paulista.
A Estação Júlio Prestes representa um elo entre a memória urbana e a mobilidade contemporânea, reafirmando seu papel como um dos principais símbolos da história ferroviária de São Paulo.
