A pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) destaca São Paulo como líder no ranking das melhores rodovias do Brasil, analisando 10.970 quilômetros no estado, o que representa 9,6% do total pesquisado no país. Apesar da qualidade geral das vias, que receberam avaliações de 49,4% ótimo e 27,7% bom, gargalos ainda elevam o custo operacional do transporte em 14,6%, impactando a competitividade e o preço dos produtos.
São Paulo e a qualidade das rodovias
O estudo da CNT percorreu 114.197 quilômetros em todo o Brasil, avaliando pavimento, sinalização, geometria e pontos críticos. São Paulo destaca-se com sete das dez melhores rodovias do país, seis delas sob concessão privada, o que reflete o investimento e a gestão eficiente da infraestrutura. Entre as rodovias de destaque estão a SP-270 (Raposo Tavares), SP-348 (rodovia dos Bandeirantes) e SP-070 (rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto).
Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), ressalta o orgulho pelo resultado, que demonstra a seriedade com que o estado trata o transporte e a infraestrutura rodoviária. Ele destaca a importância de manter investimentos e planejamento contínuo para melhorar a qualidade e segurança das vias paulistas.
Impactos dos gargalos nas rodovias de São Paulo
Apesar dos avanços, a pesquisa aponta que a má qualidade do pavimento gera um aumento de 14,6% nos custos operacionais do transporte. Em 2025, o consumo excessivo de 62,4 milhões de litros de diesel devido a trechos deteriorados causou prejuízo de R$ 359,19 milhões aos transportadores e aumentou a emissão de 165,14 mil toneladas de gases de efeito estufa.
Panzan alerta que esse desperdício não afeta apenas financeiramente as empresas, mas também representa um retrocesso ambiental, com maior poluição atmosférica. Mesmo assim, São Paulo registrou apenas 24 pontos críticos, contra 2.146 em todo o Brasil, resultado que reflete o trabalho conjunto entre setor público e privado.
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Investimentos e concessões em São Paulo
O estado vem realizando concessões rodoviárias que contribuem para a boa qualidade das estradas. A inauguração do trecho norte do Rodoanel, ligando as rodovias Dutra e Fernão Dias, em 2025, representa avanço importante para o transporte de cargas e passageiros.
No entanto, a pesquisa da CNT revela que o governo federal não autorizou recursos específicos para a infraestrutura rodoviária em São Paulo no ano de 2025. Panzan reforça a necessidade de investimentos federais para manter e ampliar a qualidade das rodovias paulistas, mesmo diante do sucesso das iniciativas privadas.
O papel da FETCESP no transporte em São Paulo
Fundada em 1989, a Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo representa o setor junto às autoridades públicas e privadas. Atua como órgão técnico e consultivo, estudando soluções para questões ligadas ao transporte rodoviário.
A FETCESP mantém comissões formadas por empresários e assessorias especializadas que discutem temas como infraestrutura, privatização, terminais de cargas, tributos, política trabalhista, segurança, multimodalidade, poluição veicular e legislação específica.
Conclusão
São Paulo lidera o ranking das melhores rodovias do Brasil, resultado de investimentos e concessões que melhoram a infraestrutura. Contudo, os gargalos existentes elevam os custos operacionais do transporte e impactam o meio ambiente.
Manter o foco em investimentos públicos e privados, além do planejamento contínuo, torna-se essencial para garantir a competitividade do estado e a sustentabilidade do setor. A atuação da FETCESP reforça a importância de um diálogo constante para aprimorar o transporte rodoviário em São Paulo, consolidando o estado como motor da economia brasileira.
