Ouvidor acusa PMs de intimidar familiares de Ryan e causar tumulto em velório

O ouvidor das polícias civis e militares de São Paulo, Claudinho Silva, denunciou uma tentativa de intimidação por parte de policiais militares da Força Tática e da Rocam durante o velório de Ryan da Silva Andrade, o menino de 4 anos morto em um confronto com a PM na terça-feira (5).

O incidente ocorreu na manhã desta quinta-feira (7), nas proximidades do cemitério da Areia Branca, em Santos. Segundo Silva, os policiais abordaram um motociclista de forma agressiva, gerando uma confusão que envolveu familiares, amigos, autoridades e representantes de movimentos sociais.

  • Viu algo no trânsito? Acidente, congestionamento ou falha no transporte? Envie agora no WhatsApp (11) 96292-9448 ou marque @mobilidadesampa. Sua informação ajuda milhares de pessoas em tempo real!
  • Siga o Mobilidade Sampa: X/Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, WhatsApp e Telegram.
  • Quer anunciar? Impulsione sua marca! Saiba mais.
  • “Quem veio tumultuar aqui foi o senhor. Respeite a vida das pessoas. O senhor veio tumultuar. O senhor agrediu o motociclista e vem falar que eu vim tumultuar. Quem veio tumultuar foi o senhor”, afirmou o ouvidor a um dos policiais.

    A deputada estadual Paula Nunes (PSol) também esteve presente no local e repudiou a ação dos policiais. “Quem não está estarrecido com o que aconteceu no morro entre a noite de anteontem e ontem, quem não está estarrecido com a morte de uma criança de 4 anos não é gente”, disse Claudinho.

    Polícia justifica abordagem e nega agressões

    Os policiais alegaram que estavam realizando uma abordagem padrão ao motociclista, que estaria transitando sem placa. No entanto, testemunhas e o próprio ouvidor acusam os policiais de agressão.

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, por meio do secretário Guilherme Derrite e do coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, já havia defendido a ação policial que resultou na morte de Ryan, classificando os policiais como “vítimas” de criminosos.

    A atitude dos policiais gerou revolta e indignação por parte da sociedade civil e de autoridades. Claudinho Silva questionou a versão da polícia e criticou a justificativa para a morte da criança. “Morreu uma criança de 4 anos, e o porta-voz da polícia vem defender redução da maioridade penal”, disse o ouvidor. “Vai reduzir a quanto? 3 anos? Esse que morreu tinha 4 anos. Qual é o crime que ele estava cometendo?”

    Em nota ao Mobilidade Sampa, a Secretaria da Segurança Pública disse que vai analisar as denúncias citadas.

    A Polícia Militar vai analisar as denúncias citadas. As ações de patrulhamento preventivo e ostensivo na região foram intensificadas desde a última terça-feira (5), com unidades do policiamento de área e de outros batalhões“, disse a pasta em nota ao Mobilidade Sampa.

  • Siga o Mobilidade Sampa: BlueSky e Threads.
  • Vai viajar? Economize 30% no seguro. Use o cupom TBTCOM30 e proteja sua viagem. Contratar agora!
  • Sua marca ao lado de quem informa a cidade em tempo real. Participe do Mobilidade 24 Horas!
  • Deixe um comentário