Moradores se mobilizam contra projeto “Nova Raposo” do Governo de São Paulo

Moradores de bairros e cidades ao longo da Rodovia Raposo Tavares organizaram um abaixo-assinado contra o projeto do Governo de São Paulo chamado “Nova Raposo”, liderado pela gestão do governador Tarcísio de Freitas. O plano, que integra o Programa de Parcerias e Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), propõe a implementação de 43 quilômetros de vias marginais contínuas na rodovia, que conecta São Paulo a Cotia, visando separar o tráfego local do expresso e melhorar a segurança.

Entre as melhorias anunciadas pelo governo estão a realocação de pontos de ônibus para áreas mais seguras, criação de faixas exclusivas para transporte coletivo, novas alças de ligação, além de melhorias na iluminação e instalação de câmeras de monitoramento. As vias marginais seriam livres de pedágio, com cobrança apenas nas pistas expressas.

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  • Críticas ao projeto

    O abaixo-assinado, organizado pelos moradores, levanta preocupações sobre os impactos ambientais e a falta de participação popular no desenvolvimento do projeto. Segundo o documento, a proposta de “Nova Raposo” contraria tendências mundiais de sustentabilidade, que priorizam o transporte público de massa, a preservação de áreas verdes, ciclovias e soluções que visam reduzir as emissões de carbono.

    Os manifestantes também afirmam que o projeto não atende à maioria dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, destacando que a obra vai na contramão das soluções climáticas e urbanísticas modernas. Eles reivindicam uma ampla participação popular no debate sobre o projeto, apontando que apenas duas audiências públicas foram realizadas, ambas com baixa divulgação e pouca participação.

    Exigências dos moradores

    Os organizadores do movimento exigem a suspensão imediata do projeto e solicitam um debate mais aprofundado, envolvendo moradores, a sociedade civil organizada e especialistas em mobilidade e urbanismo. Eles pedem respeito à Constituição e à Lei, com divulgação adequada das audiências públicas e uma reavaliação dos impactos socioambientais da obra.

    O movimento segue ganhando adesão de moradores e organizações que buscam garantir que as decisões sobre a infraestrutura da região sejam tomadas com base em um diálogo mais inclusivo e sustentável.

    Na manhã desta quinta-feira, 05 de setembro de 2024, o abaixo-assinado contava com 22.221 assinaturas.

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