Indústria ferroviária brasileira: perspectivas de crescimento e modernização

A indústria ferroviária brasileira, um segmento que movimenta entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões por ano, está testemunhando sinais encorajadores de crescimento. De acordo com estimativas da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a produção de locomotivas deve aumentar em 50% neste ano em comparação com o ano anterior, enquanto a fabricação de vagões deve ter um incremento de 25,8%.

Para este ano, as projeções indicam que a produção de locomotivas subirá de 30 unidades em 2023 para 45 unidades, os vagões de 1.271 para 1.600, e os carros de passeio de 136 para 264.

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  • O presidente da Abifer, Vicente Abate, ressalta que o setor ferroviário é altamente cíclico e instável, mas as perspectivas são positivas, com previsão de negócios em torno de R$ 7 bilhões para o segmento em 2024. Ele também destaca a expectativa de aumento na produção para os próximos anos, com a perspectiva de chegar a uma produção de cerca de 3 mil vagões em 2025.

    Um dos impulsionadores desse crescimento é a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que prevê grandes volumes de investimentos e a entrada da produção da Bahia Mineração (Bamin). Além disso, a exportação de vagões e carros de passageiros também está em ascensão, com destinos como Taiwan, Romênia e Santiago do Chile.

    A introdução de novas tecnologias, como baterias elétricas e células de hidrogênio, é vista como uma oportunidade para a modernização do setor. A Abifer está colaborando com empresas como Wabtec Corporation e Progress Rail para trazer e implementar essa tecnologia no Brasil. O uso de células de hidrogênio é apontado como a nova fonte de tração no futuro.

    Outra iniciativa importante é o Plano Nacional de Ferrovias, priorizado pelo governo federal, que prevê um investimento significativo e tem como objetivo ampliar o modal ferroviário no país. Com projetos como a Transnordestina e a Ferrogrão, espera-se que a participação ferroviária no transporte de cargas aumente de 20% para 40% até 2035.

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