Rapper MC Kisha denuncia agressão durante abordagem na Estação da Luz

O ambiente da Estação da Luz, em São Paulo, conhecida por seu intenso fluxo de passageiros e movimentação cultural, foi palco de um incidente que levantou questões sobre o uso da força por parte dos agentes de segurança da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A rapper MC Kisha, autoproclamada “rimadora de vagão”, relata ter sido vítima de agressão durante uma abordagem por parte dos agentes da estação.

Segundo o relato da artista, ela e suas amigas estavam retornando de um evento de batalha de rimas na Zona Sul da cidade quando foram abordadas pelos agentes de segurança. MC Kisha afirma que o grupo estava apenas se divertindo e conversando dentro do trem, não realizando uma apresentação profissional naquele momento. No entanto, a situação teria escalado quando os seguranças não conseguiram lidar com o teor das conversas sobre questões sociais e raciais.

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  • A rapper denuncia que durante a abordagem um agente de segurança teria agarrado seu cabelo e arrancado suas tranças pela raiz. Além disso, ela relata ter sido agredida por uma agente da estação, que a teria batido no rosto. MC Kisha descreve suas feridas como físicas, psicológicas e mentais, levantando preocupações sobre o tratamento dispensado a mulheres negras em espaços públicos.

    Em resposta ao incidente, a CPTM declarou que está investigando o ocorrido e que as imagens das câmeras de segurança serão disponibilizadas às autoridades competentes. A empresa afirma que o grupo de mulheres estava tumultuando a viagem dos demais passageiros, o que levou à intervenção dos agentes de segurança. Segundo a versão oficial, uma das jovens teria agredido uma vigilante, resultando na remoção do grupo do trem e no encaminhamento ao 2º Distrito Policial.

    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) corroborou a versão da CPTM, acrescentando que uma agente feminina teria sido agredida durante o tumulto. O caso está sendo investigado como lesão corporal pelo 2º DP, que solicitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) para avaliar as lesões das partes envolvidas.

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