Governo de SP classifica paralisação de sindicatos dos trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp como ilegal e abusiva

O Governo do Estado de São Paulo divulgou um comunicado abordando a greve anunciada pelos sindicatos dos trabalhadores do Metrô, da CPTM e da Sabesp. O governo considera a greve ilegal e abusiva, argumentando que ela prejudica a população que depende do transporte público.

O comunicado destaca que a greve não é relacionada a questões salariais ou trabalhistas, mas é uma forma de oposição política e ideológica à atual gestão.

O governo defende a legalidade de seu programa de parcerias, concessões e desestatizações e acusa os sindicatos de atentarem contra a legislação e a ordem pública ao ameaçar o direito de ir e vir dos cidadãos.

O governo enfatiza a transparência de suas ações e o papel das audiências públicas para o debate democrático. Além disso, menciona as decisões judiciais contrárias à greve e a preocupação com a segurança dos passageiros.

O comunicado conclui reiterando o compromisso do governo em preservar a ordem pública e garantir os direitos dos cidadãos, enquanto critica a atuação dos líderes sindicais.

Leia abaixo o comunicado na íntegra:

Sobre a greve anunciada para esta terça-feira, 3 de outubro, pelos sindicatos dos trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp, o Governo de São Paulo reforça que esta é uma greve ilegal e abusiva, a qual torna refém a população que precisa do transporte público.

É absolutamente injustificável que um instrumento constitucional de defesa dos trabalhadores seja sequestrado por sindicatos para ataques políticos e ideológicos à atual gestão.

É importante esclarecer que a greve não foi convocada para reivindicar questões salariais ou trabalhistas, mas para que os sindicatos atuem, de forma totalmente irresponsável e antidemocrática, para se opor a uma pauta que foi defendida e legitimamente respaldada nas urnas

O programa estadual de parcerias, concessões e desestatizações visa a melhoria na prestação dos serviços públicos aos cidadãos e está totalmente amparado pelas leis brasileiras.

Assim, ao chantagear a população com greves ilegais, os sindicatos atentam não só contra a legislação vigente, mas também à ordem pública e ao aprimoramento das políticas públicas.

O Governo de SP está agindo com total transparência e respeito à legalidade na condução das propostas de parceria, concessão e desestatização.

Contratou estudos de viabilidade técnico-financeira de órgãos de excelência internacional e deu publicidade a todas as etapas cumpridas até o momento, tanto nos canais oficiais do Estado como pela imprensa.

A esfera de debate para privatização são as audiências públicas e não por meio da ameaça ao impedimento do direito de ir e vir do cidadão.

É por meio do processo de escuta de diálogo das desestatizações que os sindicatos contrários devem se manifestar, de forma democrática, convencendo atores políticos e a própria sociedade de que a proposta do Governo de São Paulo não é a ideal.

Infelizmente, aqueles que deveriam representar os trabalhadores preferem agir de forma truculenta, promover o caos e prejudicar toda a população.

O Estado vem atuando tempestivamente nas esferas administrativa e judicial para que a população não seja prejudicada.

O Tribunal Regional do Trabalho já decidiu contrariamente à greve das três categorias e determinou a manutenção dos serviços de transporte em 100% nos horários de pico e 80% nos demais períodos, além de 85% do contingente da Sabesp.

A Justiça também proibiu a liberação das catracas, proposta de forma irresponsável pelos grevistas, sem levar em conta os altos riscos de tumultos e acidentes nas estações.

O Governo de São Paulo continuará trabalhando para preservar a ordem pública e garantir os direitos dos cidadãos que tanto precisam dos serviços públicos.

Os servidores da Sabesp, do Metrô e da CPTM merecem líderes sindicais que priorizem o respeito à legalidade e o atendimento à população.”