A cada hora, 232 motoristas são flagrados por excesso de velocidade

A cada minuto, quatro motoristas foram multados por excesso de velocidade nas rodovias federais brasileiras durante o primeiro trimestre deste ano. Segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram emitidas 501.453 autuações entre janeiro e março de 2023, uma alta de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Acidentes por dia

Não é à toa que o excesso de velocidade aparece como a quarta maior causa de sinistros de trânsito no período, provocando 11 acidentes por dia. Entre janeiro e março, foram 986 ocorrências, ficando atrás apenas de causas relacionadas à falta de atenção por parte dos motoristas. “Esses dados revelam a exata dimensão da situação de insegurança em que vivemos. O motorista brasileiro continua muito imprudente e violento e isso se traduz nos números apresentados pela PRF”, afirma o diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

A volta dos radares

O levantamento da PRF contempla as autuações por radares móveis e fixos. Depois da polêmica envolvendo a suspensão das fiscalizações com radares móveis no governo anterior, o número de fiscalizações com esse tipo de equipamento cresceu 30,5% nos três primeiros meses deste ano, quando foram realizadas 6.266 fiscalizações.

Neste período, o tempo de operação dos radares móveis chegou a 12.200 horas, uma alta de 35,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Essa é a boa notícia e um claro sinal de que voltaremos a ter uma política pública voltada para a preservação de vidas no trânsito. Trafegar com velocidade incompatível reduz as possibilidades de sucesso em frenagens e reações do motorista, provocando colisões, saída de pista e capotamentos”, comenta Coimbra.

Segundo Alysson, os limites de velocidade determinados nas rodovias existem para garantir a condições mínimas de segurança. “Partindo do princípio de que o ser humano comete erros e é vulnerável a lesões no trânsito, a gestão e controle de velocidade é uma medida imediata e efetiva para reduzir essas tragédias que são evitáveis”, finaliza Coimbra.