Estação Vila Sônia é rebatizada e recebe nome de professora morta em ataque a escola em São Paulo

A estação Vila Sônia, da linha 4-Amarela, foi rebatizada e recebeu o nome da professora Elisabeth Tenreiro, morta em um ataque a uma escola na Zona Sul da capital, no fim de março.

A decisão de prestar o tributo foi publicado no Diário Oficial no dia 15 de abril.

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  • A fachada e demais letreiros, nas plataformas, estações, trens, todos serão alterados e vão receber o nome da professora.

    A alteração entrou em vigor nesta quarta-feira, dia 17 de abril, através de um evento solene que contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas, do presidente do Grupo CCR, Miguel Nuno Simões, empresa que controla a ViaQuatro, responsável por administrar a Linha 4-Amarela, entre outras autoridades.

    Alunos da Escola Estadual Thomazia Montoro, que fica localizada a duas quadras da estação Vila Sônia, também participaram do evento.

    Alunos do colégio cantaram a música “Como nossos pais”, de Belchior, para homenagear a professora Elisabeth. Familiares dela, que estavam presentes, se emocionaram com a surpresa.

    “Hoje, essa singela homenagem eterniza o nome da professora Elisabeth e marca a vitória da esperança”, disse. “A gente sai dessa experiência muito mais forte, muito mais sensível e muito mais transformados”, disse o governador Tarcísio de Freitas.

    Professora Elizabeth Tenreiro

    A educadora de 71 anos se aposentou como técnica do Instituto Adolfo Lutz em 2020, mas continuou dando aulas de ciências. Ela era professora desde 2015 e começou a lecionar na escola Thomazia Montoro neste ano.

    Segundo uma de suas filhas, Elizabeth tinha a educação como missão e era querida pelos alunos das instituições por onde passou.

    A professora faleceu no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) após ser esfaqueada dentro da sala de aula e ter uma parada cardíaca.

    Aluno agressor está na Fundação Casa

    Além de vitimar fatalmente a professora Beth, como era chamada pelos colegas, o aluno agressor feriu outras quatro pessoas durante o ataque. Ele está internado na Fundação Casa, após pedido do Ministério Público e autorização da Justiça.

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