Prefeitura de São Paulo gastou apenas 4% do valor destinado ao combate a alagamentos

A Prefeitura de São Paulo gastou apenas 4% do valor destinado para ações de prevenção e combate a enchentes e alagamentos na cidade, até agora.

A capital paulista sofreu com o mês de fevereiro muito chuvoso, sendo o terceiro mais severo da história da capital.

Por outro lado, a cidade vive o seu melhor momento orçamentário da história, com um caixa recorde de mais de R$ 31 bilhões.

Segundo dados do Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo, entre os dias 1° de janeiro e 14 de março, período de chuvas intensas neste ano, os investimentos e reservas foram:

  • R$ 1,54 bilhão foi previsto pela gestão municipal para investimentos no combate às enchentes;
  • R$ 572,9 milhões foram empenhados, ou seja, liberados para serem utilizados para determinada finalidade. A prefeitura informou que utilizou R$ 23 milhões (4%) do valor empenhado

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital paulista já teve 855 milímetros de chuva. A expectativa até abril era de 865 milímetros.

Em 2023, os constantes alagamentos na cidade causaram mortes e uma série de transtornos.

A Prefeitura de São Paulo disse em nota que o orçamento para 2023 prevê 1,54 bilhão em investimentos no combate às enchentes. A administração municipal afirma ainda que $ 573 milhões já foram empenhados para utilização até o momento e R$ 23 milhões foram liquidados.

Confira nota completa:

“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda, informa que, para 2023, o Orçamento do Município prevê mais de R$ 1,54 bilhão em investimentos no combate às enchentes. Deste total, R$ 573 milhões já foram empenhados para utilização até o momento e R$ 23 milhões foram liquidados. Em 2022, os valores liquidados em relação aos investimentos para combate às enchentes foram recordes: mais de R$ 1,9 bilhão.

Sistema de drenagem

A Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) destaca que conta, atualmente, com verbas empenhadas para 37 ações referentes ao sistema de drenagem. Importante destacar que ainda estamos em meados de março e a SIURB trabalha com a previsão de investir novamente, em 2023, mais de R$ 1 bilhão em obras de drenagem.

Dentre as principais ações da Secretaria no sistema de drenagem do município destacam-se os quatro novos reservatórios do Ribeirão Perus, o novo reservatório da bacia do Morro do S, obras de drenagem no Rio Aricanduva, novas galerias do Córrego São Luís, além do reservatório do Córrego da Mooca (em licitação). Em breve, serão publicadas as licitações para as obras de mais 5 reservatórios (Paraguai-Éguas, Antonico, Machados, Freitas e Jardim Lapenna).

Zeladoria e obras

De acordo com a Secretaria Municipal das Subprefeituras, 41 obras estão em execução em todas as regiões da cidade, totalizando investimento de mais de R$ 200 milhões. São intervenções que combatem alagamentos em locais críticos, como contenção de taludes, bosques urbanos, ecopontos, contenção de encostas e margens de córrego e drenagem.

Além disso, as 32 subprefeituras realizam ações de prevenção o ano inteiro, intensificando os serviços de zeladoria, com reformas de galerias, bocas de lobo e poços de visita e limpeza de córregos, piscinões, limpezas de túneis, antecipação das coletas de resíduos de varrição e coleta de pontos críticos e pontos viciados. Esta manutenção tem garantido a recuperação da cidade de forma muito mais rápida, assim que o transbordo dos córregos termina.

Sobre o trabalho preventivo, em 2022, foram limpos 88.664 metros de galerias e 52.364 metros de ramais. Além disso, foram retiradas cerca de 186,29 toneladas de detritos nos córregos, em 63.133 metros de extensão. No mesmo período, foram limpas 4.329 bocas de lobo e 1.672 poços de visita. Também foram podadas 5.233 árvores e realizados 5.548.919,25 m² em corte de mato e grama.

Estão em prática ações preventivas e logísticas, bem como as ações práticas de proteção e defesa civil e de zeladoria urbana em caso de situações de chuvas extremas e suas respectivas consequências.

As administrações municipais programam a escala das equipes para os plantões no decorrer das chuvas, sobretudo no período noturno e aos fins de semana. Além da prontidão das equipes em cada Subprefeitura da cidade, a SMSUB possui o Centro de Controle Operacional que monitora 24 horas o cenário meteorológico e os equipamentos de contenção de enchentes da cidade (piscinões) enviando informações aos responsáveis de cada subprefeitura sobre a possibilidade de ocorrências pelos eventos de chuvas.

Dessa forma, a Prefeitura trabalha mitigar, principalmente nessa época do ano, os danos causados pelas chuvas extremas à população e à cidade de maneira geral.”