Transporte fretado de colaboradores: 5 dores de cabeça comuns para o RH

Por mais que o salário continue sendo importante para o dia a dia de um colaborador, outros fatores seguem guiando as decisões dos profissionais na hora de escolher um local para trabalhar ou decidir continuar em uma organização. Aqui, falo daqueles que impactam diretamente no bem-estar da pessoa. Algo que pode ser influenciado por diferentes questões, entre as quais está o deslocamento do profissional entre casa e trabalho.

Enfrentar trânsito e já chegar estressado para iniciar o dia de trabalho tem sido visto como algo contraproducente em um momento de alta valorização da qualidade de vida. É por isso que, cada vez mais, as empresas, principalmente as de logística e e-commerce que operam afastadas dos centros urbanos e com turnos ininterruptos, estão aderindo ao transporte fretado.

A questão é que não basta oferecer o benefício. É fundamental que seja eficiente, tanto do ponto de vista de quem o oferece quanto de quem dele desfruta. Nesse sentido, as principais dores de cabeça dos gestores de RH estão relacionadas aos seguintes pontos:

  1. Administrar diferentes linhas

Com equipes cada vez mais diversas, as organizações podem reunir colaboradores de diferentes localidades de uma cidade ou estado, o que agrega complexidade na hora de contratar e administrar as linhas que oferecem serviços de fretamento a essas pessoas.

  1. Alto custo do benefício

Com essa diversidade de prestadores de serviço, fica complicado também manter um padrão do valor pago, o que tende a gerar a oneração do benefício para o caixa da organização.

  1. Baixa eficiência na resolução dos problemas

Quando um mesmo benefício é oferecido por diferentes prestadores de serviços, a empresa contratante tende a sentir o impacto dessa descentralização também na hora de resolver problemas do dia a dia, como um transporte que atrasou ou deixou de operar por uma razão qualquer, por exemplo.

  1. Falta de insights para a tomada de decisões

Dependendo do número de colaboradores, do esquema de operação da empresa e do número de prestadores de serviço de transporte coletivo, fica humanamente impossível controlar as informações sem automatização, ou seja, de maneira manual ou com base em uma simples planilha de Excel. Algumas informações precisam estar nas mãos do RH em tempo real para a tomada da melhor decisão.

  1. Falta de tecnologias que apoiem o processo

Nesse momento de alto turnover, um dos desafios é atualizar o quadro de colaboradores à malha de transporte disponível, com análise e construção dos itinerários, de maneira rápida, dinâmica e eficiente, um processo bastante facilitado quando se tem à disposição as tecnologias adequadas.

Na busca por um deslocamento mais eficiente para o time, que agregue valor para a vida do colaborador, sem sobrecarregar a rotina do RH, muitas organizações têm optado pela gestão de transporte fretado inteligente por meio de plataformas de tecnologia que consideram a localização da empresa e a residência de cada colaborador. Algumas, inclusive, terceirizam essa função para um parceiro especializado.

Engana-se, porém, quem pensa que terceirizar a gestão do transporte fretado é luxo ou perda de tempo e dinheiro. Trata-se de uma ação estratégica em um momento em que o RH das organizações precisa estar com a energia e a mão de obra totalmente focada na adaptação da empresa, dos negócios, da cultura e da operação ao novo perfil de profissional e do mercado de trabalho. Afinal, o momento pede otimização.