Metrô vai iniciar modernização do Centro de Controle Operacional

Contrato foi assinado na sexta-feira (20/05) para implantar o projeto batizado de CCOX

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Metrô Mobilidade

Foto de Vinícius Pimenta no Pexels

O Metrô vai iniciar a modernização de seu Centro de Controle Operacional (CCO) com a reformulação dessa estrutura que é responsável pelo funcionamento dos trens das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, além do controle integrado das estações, da segurança e dos sistemas elétricos.

O contrato com o Consórcio ARC-DC-SP foi assinado e publicado na sexta-feira (20/05) e a empresa tem o prazo de dois anos para implementar, testar e comissionar a nova infraestrutura do CCO. A implantação do projeto vai começar pelo Design Review no início do segundo semestre deste ano, seguindo pela execução da reforma.

O projeto foi batizado de CCOx pelo Metrô, por conceber uma infraestrutura de uma nova geração ao espaço que, além de mais moderna, será modular, permitindo mudanças e adequações a cenários futuros – como ampliação de linhas, monitoramento e centralização do controle de equipamentos de estações -, de forma mais fácil e ágil, sempre considerando a melhora da experiência dos passageiros e funcionários – Customer eXperience e Employee eXperience.

Um dos destaques da modernização será o novo videowall composto por 90 monitores de 55 polegadas cada, interligados, onde serão exibidos a movimentação dos trens das linhas 1, 2 e 3, situação dos sistemas elétrico e das vias dos pátios de estacionamento e manutenção. O painel também vai abrigar as imagens do circuito interno de câmera das estações para o Centro de Controle da Segurança (CCS). Apenas o controle dos trens da Linha 15-Prata não estará nesta sala, pois o ramal tem um centro de controle próprio, ficando o monitoramento remoto no CCO.

Tudo isso alimentado por um novo data center que será implementado com mais capacidade de processamento de dados e novos softwares para a interface com os sistemas de sinalização e controle de trens. A modernização do parque computacional vai ampliar a confiabilidade do sistema e reduzir o consumo de energia, além de padronizar os equipamentos, diminuindo custos com estoque de peças e treinamentos.

A reformulação começará com a montagem de uma sala provisória no edifício do CCO, que vai abrigar o monitoramento das linhas do Metrô, enquanto uma reforma profunda acontece na atual sala de controle. Serão trocados piso, forro, iluminação, ar-condicionado central e sua central, bem como todo o sistema elétrico. Além dos ganhos operacionais, essa reforma vai trazer mais conforto aos colaboradores que atuam no local.

O espaço do CCO vai receber também novas salas de reuniões, de estratégia, apoio técnico, de convivência e o famoso “Aquário de Visitação” desmembrado, que é uma sala com paredes de vidros e vista panorâmica a todo o espaço de monitoramento. Na configuração atual, essa sala de vidro abriga também os espaços de reunião, estratégia e apoio técnico.

Localizado na Rua Vergueiro, 1200, o edifício do Metrô que abriga o CCO foi projetado pelos arquitetos Plínio Croce, Roberto Aflalo e Giancarlo Gasperini e pode ser visto pela Avenida 23 de Maio ao lado do Centro Cultural Vergueiro, tornando-se uma paisagem conhecida da capital por sua composição estrutural que mistura concreto com vidros espelhados na cor bronze, considerado uma novidade à época de sua construção, em 1972.

O espaço do CCO até hoje é chamado pelos metroviários de “Sala Negra”, devido à cor original dos pisos, paredes e painéis existentes nesta sala que eram pretos. À época, essa cor foi adotada com uma iluminação de baixa intensidade, destacando os painéis de multimídia, retro iluminados, utilizados para a monitoração do sistema. Graças à evolução dos computadores e das telas de multimídia com mais brilho e maior qualidade da imagem à sala que recebeu sua última reformulação em 1999 utilizando uma cor pastel, que traz mais conforto visual para os funcionários que trabalham no local.

O prédio do CCO foi inaugurado em 1975 e desde então a “Sala Negra” nunca ficou vazia. Nem mesmo nos quatro “black-outs” enfrentados por São Paulo em 1984, 1985, 1999 e 2002. Em situações emergenciais, para manter a normalidade no transporte público, o CCO pode contatar imediatamente a CPTM, a CET, a SPTrans, a Polícia Militar, a Enel, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

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