Jundiaí: Ônibus elétrico roda dois mil quilômetros em seis dias de operação

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Saindo da garagem: Eduardo guia o ônibus para mais um dia de trabalho nas ruas da cidade (Foto: Prefeitura de Jundiaí)

Integrado à frota de Jundiaí na semana passada, um ônibus que funciona à base de energia elétrica rodou dois mil quilômetros em seis dias de uso e por diferentes bairros da cidade. O veículo tem autonomia para 250 quilômetros a cada carregamento, não emite nenhum tipo de poluente no ar e não causa ruídos. O veículo foi cedido por sua empresa, a BYD Brasil (localizada em Campinas), sem custo para o município e está em período de testes, por 30 dias.

A experiência pelas ruas e avenidas de Jundiaí tem sido feita em diferentes linhas e por terminais como o Eloy Chaves, Central, Rami e Colônia e diversos bairros. “E em todas essas viagens os passageiros se surpreendem e gostam demais do ônibus elétrico”, conta o fiscal e motorista Eduardo Chrispim, o primeiro a receber treinamento para guiar o veículo. “Há passageiros que inclusive perguntam em quais linhas o ônibus estará, porque querem viajar com ele.”

Na garagem da Viação Jundiaiense, onde o veículo é carregado, outros cinco motoristas já aprenderam a guiar o ônibus elétrico. “Todos gostaram muito e sempre querem sair com ele”, revela Eduardo, que também aprendeu a fazer o carregamento do veículo. Através de um equipamento próprio, do tamanho de uma bomba de combustível, duas tomadas são plugadas no ônibus. O carregador é ligado à energia elétrica e possui uma tela que mostra a porcentagem do carregamento, como ocorre com um celular. São necessárias quatro horas de carregamento para completar totalmente a bateria.

Eduardo faz o carregamento a partir do equipamento próprio, instalado na garagem de ônibus urbanos (Foto: Prefeitura de Jundiaí)

O sistema de carregamento é simples, sem dificuldade”, explica Eduardo. “E, diferente de outros veículos, o ônibus elétrico é mais ‘suave’ para guiar e sem barulho da rotação do motor. Para não gastar muita energia, tentamos sempre manter em uma velocidade que não exceda o consumo de 100 kilowatts, o que pode ser observado no painel do veículo.”

O gestor de Mobilidade e Transporte, Aloysio Queiroz, explica que, nesse período de testes, o objetivo é compreender os benefícios da eletrotecnologia no serviço público de transporte e o desempenho do veículo na topografia da cidade. “Os investimentos em ônibus elétricos estão previstos para serem incluídos na nova concessão do transporte público, que será aberta no ano que vem”, declara Aloysio. “Será uma exigência, pois entendemos que esse é o caminho que a humanidade está trilhando, sempre com foco na sustentabilidade e a favor do serviço público.”

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