Veículo de manutenção de via permanente da CPTM volta operar com redução de custo de 80%

Companhia foi ao mercado buscar alternativas para que aparelho que garante estabilidade na via tivesse reparo realizado com economia de R$ 16 milhões

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Veículo Manutenção
Foto: Reprodução/Pedro Moro/CPTM

A partir desta quinta-feira, dia 23 de setembro de 2021, a CPTM voltará a operar uma máquina de socaria para manutenção de via permanente com total eficiência, após o reparo de uma importante peça por um custo 80% menor do que o inicialmente previsto, uma economia essencial em tempos de pandemia.

A máquina de 21,5 metros que garante aos trens e passageiros da CPTM a segurança de tráfego nos 273 quilômetros de vias foi adquirida em 2009 de uma empresa austríaca e só deixou de operar quando uma peça foi para Minas Gerais para manutenção. Agora ela volta a operar com sua capacidade total sem risco de deixar de funcionar por um período maior. A CPTM possui, no total, cinco máquinas de socaria.

“A via permanente de uma ferrovia é composta por trilhos, dormentes e lastro. É um sistema que normalmente se deforma e retorna a sua posição inicial, mas com a movimentação na via pode haver uma deterioração da geometria, causando uma perda de estabilidade. Para evitar o comprometimento da segurança de tráfego essa máquina ‘aperta’ a via, fazendo o alinhamento e nivelamento para restabelecer a geometria ideal”, explica Luiz Argenton, Diretor de Operação e Manutenção da CPTM.

A redução no custo de reparo aconteceu após a CPTM alterar a modalidade de contratação do serviço. Isso porque apenas a própria fabricante da máquina poderia fazer a manutenção, o que resultava em um contrato de inexigibilidade – quando apenas uma empresa está apta e entregar o que a empresa precisa, dispensando a necessidade de concorrência.

Desta forma, o valor da manutenção de cinco conjuntos de bancas de socaria, uma para cada máquina, custaria cerca de R$ 20 milhões, o que levou a CPTM a buscar alternativas de garantir o reparo dos conjuntos para que as máquinas, fundamentais para a manutenção, não parassem de funcionar. Uma empresa de Minas Gerais se mostrou apta a fazer a manutenção dos mesmos cinco conjuntos por um valor de R$ 4,1 milhões, ou quase um quinto do inicialmente previsto.

A própria empresa contratada retirou o primeiro conjunto de bancas de socaria, levou-o para a sua sede em Minas Gerais e, já em São Paulo, montou o equipamento e realizou os testes. “Estamos prontos para voltar a operar imediatamente, já neste final de semana, quando se concentram as principais obras de manutenção da CPTM”, afirma Aguinaldo Milan, Chefe de Departamento de Oficinas de Manutenção.

Além do reparo da peça, a empresa realizou um treinamento de manutenção desse equipamento para colaboradores da CPTM, atendendo cláusula contratual. Além disso, todos os outros quatro conjuntos de bancas de socaria também passarão pelo mesmo processo de manutenção.

Quando não está em atividade, as máquinas de manutenção de via permanente podem ser localizadas no Pátio da Lapa, na Zona Oeste da capital paulista. Elas atendem as vias de todas as sete linhas da CPTM.

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