Mês da mobilidade urbana: muito ainda precisa ser feito

Henrique Volpi, CEO da Kakau, plataforma digital de seguros por assinatura, reflete sobre a mobilidade urbana no Brasil

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O número de bicicletas ultrapassou o quantidade de automóveis, marcando 51 milhões (Foto: Divulgação)

Há quase 20 anos, setembro é marcado por ser o mês da mobilidade urbana. Fundamental no planejamento das cidades inteligentes e nas estratégias de novas maneiras de se transportar, os desafios a serem vencidos são os mais diversos. Como, por exemplo, resolver as questões de locomoção de uma cidade do porte de São Paulo, com mais de 12 milhões de habitantes?

Um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), por exemplo, indicou que 72,6% da emissão de gases de efeito estufa no Estado de São Paulo tinha origem nos automóveis. A saída, então, é buscar por meios de transporte menos poluentes e sustentáveis.

Termo cada vez mais utilizado pelas pessoas no dia a dia, a pandemia veio para que a mobilidade urbana e os modais de transporte fossem repensados. E as bicicletas elétricas ou tradicionais, sem dúvidas, foram as grandes estrelas. Muitas foram as pessoas que trocaram as aglomerações do transporte público pelas “magrelas” e até patinetes, seja para o lazer ou para o trabalho.

Hoje existem mais bicicletas do que carros no Brasil. São cerca de 50 milhões de bicicletas contra 41 milhões de automóveis, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O maior reflexo dessa tendência foi o crescimento de bicicletas vendidas no Brasil: 34,17% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O número é da Aliança Bike, que acredita inclusive que a alta vai continuar nos próximos anos.

A alta da procura por bicicletas mostrada pela Aliança Bike foi confirmada pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Apenas nos seis primeiros meses de 2021 houve um crescimento de 42,6% na produção brasileira de bicicletas: 355 mil unidades frente às 249.494 fabricadas em 2020.

Nas lojas do setor é, inclusive, difícil encontrar alguns modelos à pronta entrega. Segundo o Governo Federal, em 2020 foram abertas mais de 4,8 mil empresas ligadas ao setor de bicicletas – um crescimento de 29% em comparação a 2019.

“Mas será que as cidades brasileiras estão preparadas para receber esse aumento de ciclistas? No mês da mobilidade urbana, essa é uma análise importante a ser realizada”, observa Henrique Volpi, CEO da Kakau – plataforma digital de seguros por assinatura.

São Paulo é a cidade brasileira com a maior malha cicloviária do país nesse momento, com 681 quilômetros de extensão. Mas foi necessário muita luta para que esse número se tornasse realidade. Depois de vários anos parados, os números só voltaram a crescer com o Plano Cicloviário lançado em 2019. E a meta é aumentar em 300 quilômetros até 2024.

Outra cidade que incentiva esse tipo de modo de deslocamento é São José dos Campos, que aumentou a malha cicloviária do município de 79 quilômetros (2017) para mais de 155 quilômetros (2021). Mais destaques são Joinville, com mais de 150 quilômetros e Blumenau com 133 quilômetros.

“Esses municípios são bons exemplos para Porto Alegre, que têm apenas 60 quilômetros de ciclovias. Ainda falta muito para atingir os 495 quilômetros de faixas exclusivas previstos pelo Plano Diretor Cicloviário de 2009″, comenta Volpi.

O crescimento do número de ciclistas em todo o Brasil levou ao aumento do número de acidentes. Apenas em Porto Alegre, entre janeiro e junho de 2021, aconteceram 132 sinistros, um número 65% maior que em 2020.

E, infelizmente, a tendência é a mesma em outras cidades: em Blumenau cresceu 61%, enquanto Joinville 27% e em Belo Horizonte 15,5%. Os dados foram obtidos com exclusividade pela Kakau via Lei de Acesso à Informação.

Com o crescimento de ciclistas, infelizmente outro dado negativo são os registros de roubos e furtos. Entre janeiro e abril de 2021 foram 4,7 mil ocorrências. E mais segurança também precisa ser prioridade quando o assunto é mobilidade urbana.

E seguradoras digitais como a Kakau lidam com essa questão utilizando cada vez mais tecnologia. A empresa criou um sistema que impõe diversas barreiras, mitigando fraudes.

“O problema da violência urbana ainda é latente e o roubo de bicicletas só cresce no Brasil inteiro, criando um grande mercado negro de peças. A Kakau levanta a bandeira da importância de uma cobertura 360 graus quando o assunto é mobilidade urbana. Estamos no caminho certo, mas muito ainda precisa ser feito”, finaliza o CEO da Kakau.

Sobre a Kakau Seguros

A Kakau é uma plataforma digital de seguros liga e desliga. Primeira InsurTech brasileira 100% digital, a plataforma oferece acesso fácil e rápido para que o usuário ou assinante consiga contratar seguros, reportar um sinistro ou solicitar uma assistência 24 horas. Com o sistema de assinatura, o assinante Kakau pode pausar a sua apólice a qualquer momento. A plataforma de seguros inova também ao fazer o uso de tecnologias, como “Machine Learning”, “NLP” e Ciência de dados.

A Kakau Seguros oferece o Kakau Mobi proteção por assinatura de bicicletas, com a proposta de expansão para coberturas que envolvem o tema Micromobilidade; Kakau Protege, seguro para smartphones e tablets, proteção que propõem coberturas no presente e futuro para novos gadgets, integrando assim a tese de conceito de similaridade digital em seguros.

Os produtos da Kakau trazem diferenciais como: proteção dos dados e inclui aparelhos novos e usados, para todos os sistemas operacionais como Android e iOS; e no Kakau Mobi, cobertura do bem para viagem internacional e assistências diversas que beneficiam o usuário em caso de acidentes. Saiba mais no site da Kakau.

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