Aluguel de carros em São Paulo retoma patamar “pré-pandemia”

Apesar do aumento do ICMS e do IPVA para locadoras, a demanda por veículos alugados registra recuperação e retoma indicadores do início de 2020

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O setor de locação prevê de alta na recuperação para o segundo semestre em São Paulo (Foto: Divulgação)

Em São Paulo, as 2.222 locadoras existentes adquiriram pouco menos de 28 mil veículos no ano passado, finalizando 2020 com uma frota total de 104 mil automóveis e comerciais leves emplacados no Estado de São Paulo. Conforme a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), mesmo com as compras em 2021 prejudicadas pela falta de produtos provocada pela crise na cadeia produtiva das montadoras, o setor já retomou os patamares da “pré-pandemia”.

O diretor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis no Estado de São Paulo, Daniel Huss, diz que o mercado em São Paulo já está com viés positivo. “A demanda está aquecida e demonstra recuperação em relação ao primeiro semestre do ano passado”, avalia. “As pessoas estão utilizando mais transporte individual por conta da pandemia e isso também estimula o aluguel de veículos.

O setor trabalha com a previsão de alta ainda maior no segundo semestre, deixando para trás a fase de retração vivida no ano passado. Segundo Huss, com a flexibilização das medidas restritivas, as locadoras estão se ajustando para ampliar os negócios. “Os carros por assinatura cresceram e as empresas voltaram a nos procurar, compensando até as diminuições das locações para motoristas de aplicativos. As vendas de usados também estão aquecidas desde o final do ano passado favorecendo a desmobilização”.

Por outro lado, a recuperação da demanda é acompanhada da preocupação com o atraso na entrega de novos carros e o aumento dos preços. “A renovação da nossa frota está prejudicada pelo aumento em torno de 25% a 40% nos preços dos carros novos”, afirma o diretor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis. “Esse custo tem de ser repassado para as nossas tarifas, porém nem sempre isso é possível de ser feito, sob o risco de perdermos os clientes”.

Daniel Huss lembra ainda a alta do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) para as locadoras, que pagavam sobre a alíquota de 2% e que, este ano, passaram a recolher 4% do valor da frota, “além das taxas do Detran e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS), que também subiram”. A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis obteve liminar para manter, ao menos para o ano de 2021, o desconto na alíquota do IPVA para a frota total das locadoras no Estado.

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