99 lança teste de identidade e novo mapeamento de áreas de risco para proteger motoristas

Checagem de identidade de passageiros é feita por meio de um quiz em parceria com a Serasa Experian; Foto de documento de identidade será checada instantaneamente pelo aplicativo; Condutores agora podem colaborar com mapeamento de regiões inseguras

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Motorista dirigindo veículo
Motorista dirigindo carro (Foto: PxHere/Divulgação/CC0 Domínio público)

O aplicativo 99 anunciou novos recursos de segurança para motoristas parceiros. Um dos destaques é a ferramenta Validação de Acesso, que utiliza uma solução de prevenção de fraude da Serasa Experian para verificar se os usuários são os donos dos CPFs informados por meio de um questionário.

Além disso, a empresa está lançando um novo modelo de mapeamento de áreas de risco que permite aos condutores colaborar com a identificação dessas regiões. Por fim, estará presente no aplicativo um Digitalização de RG, que fará a checagem instantânea de documentos de identidade.

De acordo com a companhia, os motoristas são hoje as maiores vítimas da violência em corridas de aplicativo: dentre todas as ocorrências de segurança, 63% são contra os condutores. Levando em conta apenas as mais graves, como roubos e sequestros, motoristas correspondem a 87% das vítimas.

“Realizamos uma série de pesquisas e entrevistas com os parceiros para entender as funcionalidades mais desejadas e eficazes para incrementar a segurança”, diz Thiago Hipólito, Diretor de Segurança da 99. “Nesses grupos, os maiores pedidos foram por mais informações dos passageiros, com 45% das solicitações, e aprimoramento das áreas de risco, com 54%.”

Novas validações de passageiros

A 99 já solicita CPF ou cartão de crédito para todos os passageiros antes da primeira chamada. Agora, a empresa adiciona uma camada a mais de proteção ao confirmar informações que só o verdadeiro dono do documento pode saber.

Validação de acesso: Em corridas identificadas como de risco, e também de forma aleatória, o aplicativo envia a passageiros um quiz com base nos dados do CPF inserido. O objetivo é evitar a utilização da documentação de outras pessoas. Os primeiros testes irão acontecer até o fim de maio.

As perguntas são variadas e podem incluir questões diversas como nome da mãe, data de nascimento, banco em que possui conta ou vencimento do cartão de crédito. Ao fazer o teste, o passageiro não terá confirmação das informações do CPF. Ou seja, ao escolher a alternativa, ele não será alertado se é a certa ou a errada. Sem as respostas corretas, a viagem não pode ser realizada.

Presente em diversos serviços financeiros como bancos e seguradoras, a solução da Serasa Experian gera perguntas e alternativas, faz a verificação das respostas em tempo real e, por meio de algoritmos, entrega à 99 um score de risco para identificação dos usuários e detecção de probabilidade de fraude. A validação é feita automaticamente pela entidade, ou seja, a 99 não tem acesso às informações pessoais ou às respostas.

Digitalização de RG: A 99 também vai passar a solicitar dos passageiros uma foto do documento de identidade, utilizando a câmera do celular do próprio usuário. O sistema verificará instantaneamente se ele é verdadeiro ou não, e funcionará para todos os modelos atualmente existentes. Além de prevenir eventuais fraudes, a tecnologia vai facilitar o cadastro, já que dados serão copiados automaticamente da cédula, em vez de ser digitados.

Assistente de segurança: O motorista terá acesso rápido e claro, na tela de aceite, às informações do passageiro, como: verificação de CPF e cartão, foto, frequência de uso, nota e categoria da corrida (por exemplo, 99Pop ou 99Comfort). Outros recursos dessa ferramenta são a gravação de áudio, compartilhamento de rotas, botão de ligar para a polícia, além do contato da Central de Segurança emergencial da companhia, disponível 24 horas.

Mapeamento de áreas de risco ampliado

A 99 trabalha para democratizar o acesso à mobilidade e, por isso, não bloqueia zonas específicas das cidades. “Trabalhamos com a determinação de áreas de risco, por meio de dados coletados junto às Secretarias de Segurança Pública e informações internas do app. Os dados são dinâmicos e as zonas de risco podem variar”, explica Hipólito.

Quando houver chamadas a esses locais, o motorista pode escolher ou não atendê-las, sem sofrer qualquer penalidade, como já é a prática da 99. Agora, o mapeamento de áreas de risco se torna ainda mais dinâmico e colaborativo com duas novas funções.

Colaboração dos motoristas: Após a corrida, a 99 envia um pop-up ao condutor para saber se a corrida aconteceu em uma área de risco. A classificação se juntará às demais informações estatísticas analisadas pela Central de Segurança do aplicativo. Ao todo, 382 mil motoristas já colaboraram, em menos de um mês de testes.

Mapeamento dinâmico: O zoneamento não é fixo e agora pode variar de acordo com fatores como a hora do dia. Por exemplo, uma região comercial movimentada no período de trabalho, mas deserta à noite, pode ser considerada como de risco somente após determinados horários.

Mais segurança para motoristas

No último ano, a 99 investiu R$ 35 milhões em segurança, o que resultou na redução em 29% das ocorrências graves na plataforma, por milhão de corridas, de janeiro a dezembro de 2020.

Entre as novidades estão o Hércules, uma inteligência artificial que verifica padrões de comportamentos de risco, bloqueia a chamada e só a libera após validação de dados do passageiro; e o Cubo, uma IA que age para evitar que motoristas sejam direcionados para áreas com indícios de violência.

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