Nova Lei de Trânsito pode afetar seguro automóvel

Mudanças já estão em vigor; motoristas precisam ficar atentos às novas obrigações; implantação da Nova Lei coincide com a chegada do Maio Amarelo, mês que reforça o respeito e segurança de condutores e pedestres

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Carro estacionado
Carros estacionados lado a lado na rua (Foto: via LibreShot/Public Domain)

O Código de Trânsito Brasileiro acaba de ganhar mudanças importantes. A Lei 14.071 de 2020, conhecida como Nova Lei de Trânsito, sancionada no último dia 12 de abril de 2021, altera diversos pontos do Código de Trânsito Brasileiro. Para o setor de seguros é importante ficar de olho em como a novidade pode alterar o processo de adesão e vigência do seguro automóvel.

Entre os itens que a norma abrange, estão temas como aumento do limite de pontos na Carteira Nacional de Habilitação, alteração da validade da Carteira Nacional de Habilitação, mudanças no transporte de crianças, multa ao parar em ciclovias e obrigatoriedade do recall, por exemplo.

São mudanças que atingem a rotina do motorista e o comportamento no trânsito. No que diz respeito ao mercado de seguros, o Diretor de Auto, Massificados e Analytics da HDI Seguros, Marcelo Moura, afirma que as mudanças podem ser benéficas tanto para os segurados quanto para as seguradoras.

“Observamos que a Nova Lei de Trânsito aborda pontos que estão diretamente ligados aos hábitos e às obrigações do motorista com a sua documentação. Com isso, as seguradoras podem considerar utilizar na precificação informações das infrações de trânsito dos clientes. O que pode trazer mais uma mudança positiva no comportamento dos motoristas, visando vantagens no seguro automóvel”, avalia o executivo.

Ele ainda observa que a implantação da Nova Lei coincide com a chegada do Maio Amarelo, mês que reforça o respeito e segurança de condutores e pedestres. “O cuidado e cumprimento das leis de trânsito devem ser lembrados o ano inteiro, mas essa é uma oportunidade importante de trazermos o debate sobre o nosso papel e o que podemos fazer para diminuir o número de acidentes e infrações”, ressalta.

Em relação à mobilidade, o executivo acredita que as novas tendências de deslocamento, como o aumento do uso de bicicletas, podem ser beneficiadas com a novidade. “Com a modificação nos itens que aplicam multas ao motorista que parar o carro em ciclovia ou ciclofaixa e, também, ao condutor que não reduzir a velocidade de forma compatível com a segurança do trânsito ao ultrapassar um ciclista, observamos um estímulo ao respeito e à boa convivência entre todos”, destaca.

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