Importação de bicicletas no Brasil diminuiu 28,5% em 2020

Brasil registra alta na demanda por bicicletas durante a pandemia e queda na produção nacional, o que diminui a oferta e alerta para aumento de preços

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Qual bicicleta comprar Bicicletas nos trens

A importação de bicicletas no Brasil diminuiu 28,5% em 2020 em relação a 2019. No total, o país trouxe de fora 57.884 mil bicicletas ano passado, ante 80.957 em 2019. Já em valores, houve um aumento de 17,5%, com uma movimentação de US$ 28,196 mil, cerca de R$ 162,355 mil. Os dados são da LogComex, startup especializada em inteligência de dados para importação e exportação.

Na lista de países fornecedores, Taiwan lidera a exportação para o Brasil com 34,61% das bicicletas, seguido da China (17,26%) e Vietnã (9,40%). O principal modal utilizado para transporte da mercadoria é o marítimo, com 92,79%, seguido do aéreo (6,44%) e rodoviário, com apenas 0,76%.

As maiores portas de entrada das bicicletas são os portos de Vitória, Itajaí, São Francisco do Sul e Santos.

Os dados surgem em meio a uma polêmica sobre a redução do imposto de importação de bicicletas, anunciada em fevereiro, que diminuiria a alíquota gradualmente de 35% para 20%. A alíquota chegou a ser reduzida de 35% para 31% em 1º de março.

Porém, no dia 17 de março, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, revogou a resolução após reclamações dos fabricantes nacionais e da bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional.

A Zona Franca de Manaus, onde foram produzidas 665 mil bicicletas em 2020, seria uma das potenciais atingidas pelo aumento da concorrência com as bicicletas fabricadas em outros países, segundo o governo amazonense e empresários da região.

Mas a Aliança Bike criticou o recuo do Governo Federal, defendendo medidas que ampliem o acesso de brasileiros a bicicletas melhores e mais baratas. Segundo a associação, não há nenhum elemento que indique que a Zona Franca de Manaus demitiria as mil pessoas contratadas atualmente.

Para evitar o uso do transporte coletivo, cresceu em 50% a compra de bicicletas entre os brasileiros durante o primeiro ano da pandemia, enquanto a produção caiu. A indústria de bicicletas produziu 56.078 unidades em fevereiro, mas segue impactada pela falta de insumos.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o volume é 1,6% inferior ao registrado em janeiro (56.981 unidades) e 7,2% menor na comparação com as 60.398 unidades produzidas no mesmo mês do ano passado.

Ainda de acordo com dados da Abraciclo, foram fabricadas 113.059 bicicletas no primeiro bimestre de 2021, o que representa uma retração de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2020 (116.808 unidades).

Atualmente o Brasil é o quarto produtor mundial de bicicletas, com uma frota nacional de mais de 70 milhões de unidades, segundo a Abraciclo.

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