Transporte por aplicativo e táxi são os mais seguros para mulheres, aponta pesquisa da 99

Ônibus e metrô são os meios de locomoção onde há maior risco de assédio; Maioria delas já sofreu assédio pelo menos uma vez na vida; Guia da empresa foca nos comportamentos mais frequentes: olhares insistentes e perguntas sobre a vida pessoal

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Corrida Uber
Imagem de Jackson David por Pixabay

Corridas por aplicativo e táxi são os mais seguros para as mulheres, de acordo com pesquisa realizada pela 99 para o mês da mulher.

Feito com usuárias de aplicativos de transporte, o estudo também revela que lugares públicos (47%) e transportes (40%) são os mais temidos por elas.

Além disso, a amostra indica que 64% das entrevistadas afirmam ter sofrido assédio no cotidiano, em uma média de três vezes na vida para cada uma delas.

A empresa fez a consulta com o objetivo de entender o que mais preocupa as mulheres em seu dia a dia, e como a 99 pode trazer mais segurança às motoristas e passageiras durante a locomoção diária.

A pesquisa descobriu que, entre os meios de transporte, ônibus e metrô aparecem como campeões de casos, 76% e 25%, respectivamente.

Nesse contexto, as situações que mais geram receio de assédio são:

  • Locomoção à noite (75%)
  • Passar por regiões violentas (66%)
  • Ambientes lotados (61%)
  • Locais desconhecidos (60%)
  • Esperar ônibus no ponto (51%)

Na contramão do medo, o levantamento revela que carros por aplicativo e táxis foram considerados mais seguros, com 16% e 6% dos registros. A categoria por aplicativos oferece mais controle sobre o tempo de espera, possibilidade de alterar o trajeto e suporte emergencial 24 horas, o que ameniza as principais preocupações apontadas pelas passageiras.

Os comportamentos que mais importunam mulheres em aplicativos são olhares insistentes (39%), perguntas sobre vida pessoal (34%) e relacionamentos (26%), assobios (15%), além de comentários sobre a aparência delas (14%).

Das mulheres que foram alvo de assédio em corridas, 82% relatou a situação à empresa, mas somente 17% procurou a polícia e 5,9% não teve coragem de denunciar.

“A pesquisa foi feita para a 99 entender receios e problemas femininos, e com isso aprimorar tecnologias de segurança e campanhas de conscientização como a do Guia da Comunidade”, diz Pâmela Vaiano, Diretora de Comunicação da 99.

Guia da Comunidade e tecnologia contra assédios

Para conscientizar e coibir casos de assédio na plataforma, o aplicativo lançou em dezembro o Guia da Comunidade 99 para promover respeito e tolerância aos seus 20 milhões de usuários. A iniciativa foi feita junto ao Instituto Ethos, referência na atuação em responsabilidade social empresarial no país.

O documento traz um capítulo dedicado ao combate ao assédio. O material contém os comportamentos esperados, dá dicas específicas sobre o que fazer e o que não fazer, além de quais são as medidas aplicadas pela companhia em caso de ocorrência, como bloqueio imediato do agressor e apoio às autoridades. Além disso, explica como denunciar e quais são os canais que fornecem atendimento humanizado às vítimas nesses casos.

O material foi balizado em entrevistas e consultas específicas com motoristas e passageiras mulheres, além de contar com avaliação e apoio de especialistas como Margareth Goldenberg, Gestora Executiva do Movimento Mulher 360, organização que atua no engajamento de empresas na promoção da equidade de gênero e empoderamento feminino.

Além de programas de prevenção e conscientização, a 99 também conta com ferramentas tecnológicas focadas especialmente na segurança feminina. A pesquisa mostrou que 40% das mulheres já utilizaram algum recurso de segurança da empresa.

Entre os destaques estão o 99Mulher, ferramenta que chegou a todas as regiões do Brasil em março e permite que motoristas mulheres possam escolher transportar apenas passageiras; e o Rastreador de Comentários, inteligência artificial desenvolvida em parceria com a consultoria feminista Think Eva que rastreia automaticamente denúncias de assédio deixadas nos comentários ao fim das corridas, agilizando o contato com as vítimas.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada com 1056 pessoas, usuários de aplicativo em todo o país (da 99 e de outras plataformas), entre os dias 19 e 22 de fevereiro.

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