Metrô inicia piloto para realizar Pesquisa Origem Destino por aplicativo de smartphone

Teste vai avaliar a viabilidade de uso da tecnologia para as próximas pesquisas

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Trem do Metrô
Foto de Heron Rossato @h_rossato por Unsplash

O Metrô iniciou na segunda-feira, dia 1º de março de 2021, a Pesquisa Origem Destino Digital, que vai coletar dados de deslocamentos na Grande São Paulo através de um aplicativo de smartphone.

Esse será um teste-piloto para avaliar a possibilidade de uso de novas tecnologias na elaboração da maior pesquisa de mobilidade do Brasil.

A pesquisa será feita em etapas com 10 mil pessoas para apurar os locais para onde elas se deslocam, os modos utilizados e os motivos. Nesta fase, alguns participantes da Pesquisa Origem Destino 2017 estão recendo mensagens por SMS sendo convidados a colaborar, instalando um aplicativo em seus smartphones e autorizando a coleta dos dados dos GPS durante sete dias consecutivos.

Em três desses dias, o pesquisado deverá editar as viagens pelo aplicativo, informando o motivo e o modo de deslocamento utilizado. Um pré-teste já foi realizado apenas com funcionários do Metrô e haverá uma terceira fase, aberta para a população em geral.

Neste piloto, o objetivo principal não são os resultados estatísticos de mobilidade. A meta é analisar a eficiência desse método de pesquisa e o que pode ser aperfeiçoado para uma possível aplicação nas próximas Pesquisas Origem Destino do Metrô.

“Se bem sucedido, o uso da tecnologia pode nos trazer diversos ganhos, como economia de tempo e de recursos financeiros. Essa é uma tendência que Paris, por exemplo, já vem testando e nós vamos buscar para achar o modelo ideal para São Paulo”, avalia Silvani Pereira, presidente do Metrô de São Paulo.

O trabalho de apuração, além do desenvolvimento e aplicação da tecnologia, ficará a cargo do Consórcio Cittamobi-Oficina. A empresa inseriu um módulo exclusivo da Pesquisa Origem Destino Digital em seu já existente aplicativo Cittamobi, conhecido por fornecer informações da operação dos ônibus em São Paulo.

Para estimular a participação das pessoas, o Consórcio optou por oferecer um bônus àqueles que concluírem a pesquisa. Os participantes dessa etapa atual receberão créditos de Bilhete Único para uso no transporte público.

Na etapa final, aberta a população geral, o Consórcio vai oferecer mais opções de bônus, para atender também a quem não utiliza transporte público.

Segundo Luiz Antônio Cortez, gerente de planejamento e meio ambiente do Metrô, os resultados desse piloto poderão embasar a decisão de como serão feitas as próximas pesquisas. “Na última Pesquisa Origem Destino o Metrô empenhou uma força de trabalho gigante que visitou mais de 100 mil domicílios e entrevistou 150 mil pessoas. Nós esperamos que essa tecnologia facilite e agilize a coleta dos dados, de forma segura, podendo servir de modelo para a Pesquisa de Mobilidade que será feita em 2022 e a Origem Destino em 2027”.

O que é a Pesquisa Origem Destino

A Pesquisa Origem Destino é o maior levantamento de mobilidade urbana realizado no Brasil. Feita a cada 10 anos pelo Metrô de São Paulo, a pesquisa busca entender a mobilidade e a forma como as pessoas se deslocam na Região Metropolitana de São Paulo.

Isso possibilita o mapeamento dos deslocamentos da população e das atividades econômicas da metrópole para o planejamento do transporte público.
Feita desde 1967, a Pesquisa Origem Destino se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão eficiente.

Com o levantamento e o entendimento dos fluxos diários daqueles que estudam, trabalham e passeiam, as administrações públicas podem usá-la também para desenvolver políticas de saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento urbano.

Na última edição, feita em 2017, foram 11 meses de trabalho para a coleta das informações com 156 mil pessoas nas 39 cidades que formam a Região Metropolitana de São Paulo.

As entrevistas foram feitas em residências e também em rodovias, aeroportos e terminais rodoviários.

O relatório final e o banco de dados completo estão disponíveis no site do Metrô.

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