Estado de São Paulo volta para fase vermelha em todas as regiões com piora da pandemia

Medida mais rigorosa entra em vigor em 645 cidades neste sábado, dia 6 de março de 2021 e fica em vigor até o dia 19 de março; somente serviços essenciais devem abrir

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Fase Vermelha São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

O Governador João Doria confirmou nesta quarta-feira, dia 3 de março de 2021, que todos os 645 municípios do Estado de São Paulo regridem para a fase vermelha do Plano São Paulo a partir deste sábado, dia 6 de março.

A etapa mais rigorosa de restrição de mobilidade urbana e serviços não essenciais fica em vigor até o próximo dia 19 de março, devido ao aumento alarmante de casos, internações e mortes causadas pelo coronavírus.

“Estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso na saúde. Isso exige medidas urgentes e coletivas”, afirmou o governador. “São 14 dias de fase vermelha. Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia no Brasil desde março do ano passado”, acrescentou João Doria.

A decisão do Governo do Estado de São Paulo referenda a recomendação de especialistas do Centro de Contingência do coronavírus e já havia sido alinhada em videoconferência entre João Doria e 618 prefeitos e prefeitas no final da tarde da terça-feira, dia 3 de março.

Autoridades estaduais e municipais decidiram reforçar ainda mais as ações conjuntas ante o agravamento sem precedentes da pandemia.

De acordo com o Plano São Paulo, a fase vermelha só permite funcionamento normal de serviços essenciais como indústrias, escolas, bancos, lotéricas, serviços de saúde e de segurança públicos e privados, construção civil, farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, feiras livres, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias, hotelaria e transporte público ou por aplicativo, entre outros.

Já os comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e pedidos por telefone ou internet. Academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, lojas de rua, concessionárias, escritórios e parques deverão ficar totalmente fechados ao público.

Os serviços essenciais precisam cumprir protocolos sanitários rígidos, como fornecimento de álcool em gel, aferição de temperatura, ventilação de ambientes, controle de fluxo de público e horário diferenciado para abertura e fechamento.

O toque de restrição estará em vigor a partir das 20h em todas as regiões do Estado de São Paulo, com recomendação para circulação restrita em vias públicas e fiscalização ampliada até às 5h.

As prefeituras municipais também podem impor medidas ainda mais restritivas devido à gravidade dos indicadores locais de epidemiologia e capacidade hospitalar, como já ocorre em diversos municípios no interior e Região Metropolitana da capital paulista.

Por outro lado, qualquer medida local que abrande as restrições definidas pelo Governo do Estado de São Paulo será alvo de notificação administrativa por parte da Secretaria de Desenvolvimento Regional. As advertências serão informadas ao Ministério Público para possíveis sanções judiciais que garantam o cumprimento estrito das normas do Plano São Paulo.

O Governo do Estado de São Paulo reforçou que toda a população precisa intensificar as ações pessoais de distanciamento social, uso de máscaras em qualquer ambiente, opção pelo teletrabalho e higiene constante das mãos para mitigar o avanço do coronavírus. A fiscalização estadual contra aglomerações, festas e eventos clandestinos recebe denúncias pelo telefone 0800 771 3541 ou e-mail secretarias@cvs.saude.sp.gov.br.

Dados da pandemia

A média estadual de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 chegou a 75,3% na última terça-feira, sendo 76,7% na Grande São Paulo. O total de pacientes internados em estado grave em chegou a 7.415, com média diária de cem novas internações em todas as regiões de São Paulo nos últimos dez dias.

“Isso é algo que jamais vimos. Ainda ontem tivemos o maior número de mortes da história da pandemia em nosso estado, foram 461 pacientes que perderam suas vidas em apenas um dia”, declarou o Secretário de Estado de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Para reduzir a pressão nos hospitais, o Governo do Estado de São Paulo vai abrir 500 leitos em março, com 339 em UTIs e 161 em enfermarias. Até o dia 31 de março, serão 8.839 vagas de UTI nos SUS em todo o Estado de São Paulo – antes da pandemia, eram 3,5 mil leitos.

“Isso representa um aumento de 152,5% no total de leitos disponíveis. Só assim poderemos continuar a dar assistência e suporte à vida, mas precisamos muito do apoio de toda a população.”

As informações sobre a reclassificação do Plano São Paulo, dados epidemiológicos e de capacidade hospitalar estão disponíveis nos links a seguir:

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