Greve de ônibus atinge Guarulhos e Arujá nesta quinta-feira, dia 3

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Ônibus rodando em Guarulhos
Foto: Edson Luiz da Silva Júnior

Uma greve de ônibus atingiu as cidades de Guarulhos e Arujá entre o final da madrugada e o início da manhã desta quinta-feira, dia 3 de dezembro de 2020.

Os motoristas de empresas como Vila Galvão, Guarulhos Transportes, Transdutra e Viação Arujá atrasaram a saída das coletivos nas garagens em mais de duas horas.

Enquanto os ônibus não estavam circulando, as vans clandestinas e os veículos RTO (Reserva Técnica Operacional) estavam criculando na região.

A categoria reclama do parcelamento do 13º salário proposto para os funcionários.

As empresas alegam que a queda no número de passageiros causada pela pandemia de coronavírus prejudicou o orçamento das viações.

Segundo o Diário do Transporte, por volta das 5h30, os primeiros ônibus (intermunicipais) saíram das garagens, logo em seguida os municipais.

Por volta das 7h30, a operação estava normalizada.

O Sincoverg (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo) informou que deu um prazo de 72 horas para as empresas atender a reivindicação dos trabalhadores, caso recusem, a categoria entrará em greve nas cidades de Guarulhos e Arujá.

Leia abaixo a nota do sindicato na íntegra:

“Durante a reunião os trabalhadores rejeitaram a proposta das empresas de ônibus, de parcelamento do 13°, como também do pagamento parcial dos direitos dos trabalhadores que tiveram os contratos suspensos temporariamente devido à pandemia do Covid-19.

Os condutores de Guarulhos, por meio do sindicato que os representa, o Sincoverg, deu prazo de 72 horas para as empresas atenderem suas reivindicações, a categoria vai entrar em greve para fazer valer seus direitos de trabalhadores.

Os condutores, como serviço público essencial, mantiveram suas atividades durante todo esse período, inclusive na quarentena, sendo que muitos tiveram que fazer horas extras para manter o serviço à população. Um acordo para a forma de pagamento dessas horas extras já havia sido feito com as empresas, e tem de ser cumprido, dentro do prazo.”

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