Algumas alternativas para melhorar a mobilidade urbana de São Paulo

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Mobilidade Avenida Paulista
Imagem de Pete Linforth por Pixabay

É consenso entre muitos especialistas que a mobilidade urbana é um sistema complexo que envolve população, economia, meio ambiente e governo. Portanto, é algo que exige muito planejamento e coordenação de todos os setores envolvidos para que aconteçam melhorias.

São os desafios apontados acima que São Paulo enfrenta há anos para melhorar a sua mobilidade urbana, que está classificada como um dos piores do mundo. De acordo com a pesquisa Mobility Futures, da Kantar, a cidade de São Paulo tem a segunda pior mobilidade urbana entre as principais metrópoles mundiais.

Trânsito Cidade
Imagem de pixaoppa por Pixabay

O estudo foi baseado em mais de 20.000 entrevistas com passageiros de 31 metrópoles e teve como principais critérios de análise a facilidade de acesso e a infraestrutura do transporte público, além de serviços de compartilhamento. Nessa pesquisa, Berlim foi eleita a melhor cidade do mundo a nível de mobilidade urbana.

Levando em conta o cenário não muito animador da mobilidade urbana de São Paulo, destacamos alguns exemplos de desenvolvimento que estão sendo aplicados com eficiência dessa área no exterior e que podem ser aplicados em São Paulo no futuro.

Baixa dependência de automóveis particulares é trunfo de Berlim

Pioneira em mobilidade urbana, Berlim conta com amplo transporte público e baixa dependência dos habitantes em transporte privado motorizado. A capital alemã tem de longe o menor número de carros por habitante no país europeu. Enquanto que a média de carros na Alemanha é de 563 a cada mil habitantes, em Berlim essa estatística é reduzida a 336 automóveis para cada mil pessoas, aponta o site da Statista – empresa alemã especializada em dados de mercado e consumidores.

Para que isso ocorra, Berlim oferece aos seus habitantes boas ciclovias na maior parte da cidade e um transporte público de enorme excelência. O eficiente sistema de transporte público de Berlim, operado pelas empresas Berliner Verkerhsbetriebe (BVG) e Deutsche Bahn (DB), consiste no U-Bahn (metrô), S-Bahn (sistema de trens rápidos), bondes e também ônibus.

Geralmente, o U-Bahn geralmente é a maneira mais eficiente de se locomover pelo centro de Berlim. Já o S-Bahn é mais adequado para distâncias consideradas longas, enquanto bicicletas, ônibus e bondes são mais utilizados pelos cidadãos de Berlim para percorrer trajetos menores.

Líder em mobilidade sustentável, Montreal é um exemplo a ser seguido

Com a segunda maior população do Canadá, 1,704,694 habitantes, Montreal se destaca pela sua eficiência em mobilidade urbana. A começar pelos bicicletários públicos, que estão espalhados em muitos pontos estratégicos da cidade – como em locais de alto alcance turístico e em lugares próximos às estações de metrô.

Bicicletas Montreal
Imagem de Yury Rymko por Pixabay

Em Montreal, as ciclovias são interligadas com todo o sistema de transporte público. Ou seja, é possível planejar uma única rota utilizando bicicleta, ônibus e metrô. Para que isso ocorra de maneira eficiente, mapas são disponibilizados gratuitamente para os ciclistas encontrarem as melhores rotas e se orientarem no trânsito da cidade.

A cidade canadense também se preocupa com a mobilidade sustentável. De acordo com a prefeitura de Montreal, até 2025 os ônibus da Société de transport de Montréal (STM) serão elétricos – tendência essa que deve ser seguida pelos países desenvolvidos em curto espaço de tempo.

Automóveis voadores podem ser uma tendência no futuro e Singapura já estuda essa possibilidade

Uma alternativa para melhorar o trânsito de São Paulo no futuro talvez seja os automóveis voadores, algo que já está sendo levado a sério em alguns países desenvolvidos que sofrem com o trânsito. Não, não se trata de ficção científica.

Em Singapura, por exemplo, um dos principais polos alternativos do entretenimento e uma das cidades tecnologicamente mais avançadas do planeta, o trânsito é muito congestionado por conta da aglomeração de muitas pessoas em espaços pequenos. Para melhorar a mobilidade urbana em um futuro próximo, o governo local anunciou um acordo com a Airbus em 2018 para construir carros voadores. A expectativa é que a partir de 2030 esses veículos alternativos estejam em funcionamento.

No ano passado, um táxi voador criado em Singapura realizou seu primeiro teste com passageiro. Autônoma e alimentada por baterias, a aeronave foi desenvolvida pela empresa alemã Volocopter e é capaz de transportar até duas pessoas.

O tempo total de voo do primeiro teste com passageiro foi de 2 minutos e 30 segundos, além de ter sido considerado um teste de sucesso pela empresa responsável.

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