Vela reduz tempo médio de produção de bicicletas elétricas de 4 meses para 10 dias para pedidos de todo o Brasil

Depois de um boom que praticamente dobrou a demanda a cada ano, empresa absorve crescimento, potencializa produção e colhe frutos dos investimentos em infraestrutura e equipe

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Vela Bicicletas Elétricas
Victor Hugo Cruz, fundador e CEO da Vela (Foto: Divulgação)

A fabricante de bicicletas elétricas Vela comemora crescimento em sua capacidade de produção e redução no tempo de entrega. A empresa passou por um boom de vendas desde 2016 e chegou a trabalhar por um longo período com fila de espera de até quatro meses para a entrega das bicicletas.

Agora, após um amplo projeto de expansão e reestruturação, a empresa construiu uma linha de produção robusta, mais que dobrou sua equipe e viabilizou uma redução altamente significativa, uma vez que a empresa já está operando com tempo médio de produção de 10 dias úteis para produção de pedidos de todo o Brasil.

Alcançar esse resultado, claro, não foi do dia para noite. Concretamente, o ponto de virada foi a mudança para a nova fábrica da empresa, no fim de 2018. Com 2.000 m², cinco vezes o tamanho comparado ao antigo espaço (400 m²), a nova fábrica localizada em Diadema gerou mais que o dobro de postos de trabalho, pulando de 12 colaboradores da linha de produção para 35 colaboradores.

Com equipe e espaço, a capacidade de produção também cresceu, de 40 para 180 bicicletas elétricas por mês. Dessa forma, ao longo do último semestre, o tempo de produção da bicicleta caiu de 4 meses para uma semana e aí a redução na espera foi um desdobramento natural: de 4 meses para 10 dias.

Bicicletas elétricas da Vela
Foto: Divulgação/Vela

Vale ressaltar que a entrega na cidade de São Paulo tende a ser mais rápida, uma vez que a fábrica fica em Diadema, município vizinho. Já os pedidos de outros estados dependem de transportadoras e outras soluções logísticas, o que pode impactar no prazo de entrega.

De acordo com o fundador e CEO da Vela, Victor Hugo Cruz, desde a fundação da empresa, em 2012, a demanda pelos modelos de bicicletas elétricas da empresa cresceram em um ritmo muito mais acelerado que a capacidade de produção, o que, com o tempo, gerou um prazo de entrega longo.

“Especificamente de 2015 para cá registramos um crescimento médio anual de 89%. Nossas bikes elétricas agradaram muito nosso público, o que é excelente, claro, mas a outra face desse sucesso foi a altíssima demanda. O crescimento foi tão rápido que nos exigiu um processo de adaptação e reestruturação. O público da Vela fez nascer uma empresa maior. É uma dor inerente ao crescimento, mas deu tudo certo”, avalia.

Victor acrescenta ainda que a redução de combinações de tamanho, cores versões para 30 opções também tem papel vital no ganho de eficiência na produção. Para se ter uma ideia, durante o ano de 2018, havia um total de mais de mil combinações possíveis.

“Ganhamos agilidade nos trabalhos e qualidade em todas as etapas, do atendimento pré-venda até o pós-venda e relacionamento com os clientes. Foi uma decisão acertada. No decorrer dos próximos meses, a ideia é oferecer algumas das versões mais solicitadas à pronta entrega. Já os pedidos customizados passarão por um atendimento exclusivo mediante ao pagamento de um custo adicional”, detalha.

Expansão, recarga rápida e um cafezinho

Atualmente, além da fábrica e loja em São Paulo, a Vela conta com mais três pocket shops: um no Rio de Janeiro, um em Curitiba e um em Brasília. Com mais de 18 mil modelos rodando pelo Brasil e até em outros países, a Vela segue crescendo.

Mas essa expansão engloba não apenas aumento das vendas ou de lojas físicas, mas especialmente o desenvolvimento de novos produtos, modelos de serviço e aprimoramento no relacionamento com o cliente.

Um dos exemplos disso é a rede de pontos de recarga de pontos que a empresa lançou na cidade de São Paulo. A empresa está instalando os pontos em mais de 50 cafés da Zona Oeste da capital paulista e a expectativa é alcançar até 100 estações nos próximos meses. A recarga nos pontos é gratuita e capaz de fornecer 10 quilômetros de autonomia em 10 minutos.

Os pontos foram selecionados de acordo com uma pesquisa feita pela Vela, que, por meio de um mapa de calor, revelou maior fluxo de clientes da empresa em regiões como das avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini, Faria Lima e Paulista e dos bairros Sumaré e Consolação.

O custo de energia elétrica dessa carga é de apenas R$ 0,05, arcados pelo estabelecimento, que, em contrapartida, atrai clientes e aumenta a possibilidade de potenciais vendas. Se, enquanto espera a recarga, o cliente tomar uma água ou um café, o custo da recarga será coberto e o lucro garantido.

Os cafés também não pagam nada para adquirir ou instalar os pontos. Até o fim do ano, a Vela deve lançar um dispositivo que tornará os pontos compatíveis com bicicletas e patinetes elétricos de outros fabricantes. Um aplicativo também está previsto.

“Para que o uso de veículos alternativos seja estimulado, precisamos pensar além do produto, oferecendo soluções que estimulem esse uso de maneira integrada com a necessidade do consumidor. A rede de recarga vem para suprir essa demanda de maior autonomia que muitos clientes sentiam. Inclusive os cafés foram escolhidos respeitando essa necessidade, já que são estabelecimentos que estão espalhados em diversos pontos da cidade. Essa capilaridade é determinante para que o modelo funcione, uma vez que os clientes não precisarão pedalar muito até encontrar um ponto. E o tempo de recarga rápida é suficiente para sentar, tomar uma xícara de café, beber uma água ou comer algo enquanto espera. Fica bom para todo mundo”, comenta.

Acerca dos próximos passos, Victor afirma que novos produtos estão por vir, mas faz mistério. “Estamos sempre ouvindo nossos clientes e desenvolvendo novos produtos e serviços. Esse é o nosso DNA. A Vela é fruto de processos de financiamentos coletivos, alguns de nossos primeiros clientes se tornarão sócios, temos um público fiel e muito engajado, mas há ainda milhares de potenciais clientes em busca de alternativa de mobilidade. No início da empresa, cheguei a morar por 8 meses quartinho ao lado do estoque para dar conta da demanda. Agora crescemos, nos estruturamos, a realidade é outra, mas continuamos com a mesma paixão e motivação. Sem dúvida, teremos novidades muito em breve”, finaliza.

Sobre a Vela

A Vela é uma startup brasileira de bicicletas elétricas com desenvolvimento e equipe 100% nacionais. Fundada em 2012 pelo engenheiro e empreendedor, Victor Hugo Cruz, de 30 anos, o projeto desenvolve modelos de bicicletas elétricas e acessórios que harmonizam simplicidade à tecnologia de ponta, de forma a viabilizar uma solução de alta performance, econômica e sustentável para os problemas de mobilidade urbana.

A empresa conta com uma fábrica em São Paulo, quatro lojas no modelo PocketShop (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba), além de um e-commerce.

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