CPTM faz balanço do setor de Achados e Perdidos em 2017

Só os usuários da Estação Brás, a mais movimentada do sistema, esqueceram mais de 6 mil itens

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Foto: Ricardo Guimarães

Com a correria de São Paulo, basta um pequeno passeio com atenção que, olhando em volta, você vê alguém procurando algo perdido. Isso é tão normal que quase todo mundo conhece o ditado: “só não esquece a cabeça porque está grudada ao pescoço”. Nas estações da CPTM não é diferente. Só em 2017, foram achados quase 78 mil itens nas seis linhas, ante 72,5 mil contabilizados em 2016.

Se você acha que um manequim é grande e ninguém consegue perdê-lo está enganado. Além deste, há outros artigos inusitados na Central de Achados e Perdidos, como pneus, próteses dentárias, gaiola e, acreditem, um drone. A Estação Brás é a mais movimentada da CPTM e ostenta o 1º lugar no ranking de objetos esquecidos: mais de 6 mil itens. Já a Estação Guaianases ficou em 2º lugar, com cerca de 5 mil artigos.

Quando a contabilidade é por linhas, 2017 registrou mudanças no pódio em relação ao ano anterior: a Linha 9-Esmeralda, com 16.370 itens perdidos, ultrapassou a campeã linha 12-Safira. Já a Linha 8-Diamante subiu do 3º para o 2º lugar, com 15.700 itens esquecidos. A Linha 12-Safira caiu e ocupa agora o 3º posto, com 14.465 itens computados.

A Linha 11-Coral, a mais movimentada, continua em 4º lugar no ranking, com 13.520 itens perdidos, com um detalhe: 8.490 eram documentos. A Linha 7-Rubi manteve-se em 5º na classificação, mas com redução no número de itens perdidos: 10.400. O mesmo aconteceu com a Linha 10-Turquesa, que também registrou queda em relação a 2016, com 7 mil itens esquecidos.

Do total de objetos encontrados nas dependências da CPTM, a média de devolução gira entorno de 40%. O trabalho intenso dos funcionários da Central de Achados e Perdidos é fundamental para isso, já que 70% das devoluções são feitas devido a investigação minuciosa e contato ativo feito pelos empregados da central. Apenas 30% das devoluções ocorrem por iniciativa do proprietário.

Eliete Cury, chefe do Serviço de Atendimento ao Usuário da CPTM, conta que quando os itens chegam à central, passam por uma triagem, onde são separados objetos, valores e documentos que podem indicar formas de contato com o proprietário, seja por telefone, e-mail ou carta. Depois, são cadastrados e guardados.

Todos os objetos entregues na central ficam armazenados por até 60 dias. É neste tempo que os empregados atuam para achar o dono e, quando estes não são localizados, os itens são encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, entidade social mantida pelo Governo do Estado. A instituição já foi beneficiada com roupas e brinquedos entre outros. No caso dos documentos, a maioria é devolvida aos órgãos expedidores, e os cartões de banco são destruídos.

Serviço

Se você perdeu algum objeto e acha que pode ter sido nas dependências da CPTM, procure a Central de Achados e Perdidos, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, exceto feriados, na Estação Palmeiras-Barra Funda. O contato também pode ser feito pelo telefone 0800-055-0121 ou pelo e-mail usuario@cptm.sp.gov.br.

Confira o ranking de objetos perdidos por linha:

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