Paralisações do transporte público afeta passageiros em várias capitais brasileiras

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Foto: O Estado de Minas

As paralisações no transporte público em razão do ato contra as reformas Trabalhista e da Previdência prejudicaram os passageiros de várias capitais brasileiras. Em Belo Horizonte, o Metrô não operou o dia todo; em Curitiba, a frota de ônibus operou parcialmente; em Brasília, ônibus e Metrô funcionaram normalmente; em Florianópolis, houve paralisação parcial dos ônibus no final da tarde; no Recife houve paralisação parcial do Metrô; e nas cidades do Rio de Janeiro e Porto Alegre, o transporte público não foi afetado.

BELO HORIZONTE

O Metrô de Belo Horizonte não funcionou nesta quarta-feira (15), dia nacional de manifestações em todo o Brasil contra a reforma da Previdência. Com uma frota de 35 trens, o metrô transporta cerca de 210 mil usuários por dia, de acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Apesar da companhia ter obtido uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais determinando o funcionamento de no mínimo 80% dos trens, a categoria descumpriu a determinação. A decisão judicial determinava que o Metrô funcionasse pelo menos em escala mínima das 5h30 às 10h e das 16h às 20h, e de, no mínimo 50% nos demais horários, porém os trens não funcionaram o dia todo e as estações ficaram fechadas.

Os ônibus circularam normalmente, mas o sindicato da categoria realizou um ato às 10h na região central da cidade.

CURITIBA

Os motoristas e cobradores da capital paranaense também aderiram ao ato nacional contra a reforma da Previdência, as atividades foram paralisadas o dia todo. Após a paralisação desta quarta-feira, eles prometem seguir em greve geral pela campanha salarial deste ano. Motoristas e cobradores querem 15% de aumento salarial, aumento do vale-alimentação de R$ 500,00 para R$ 977,00. As empresas ofereceram 5,43% de reajuste.

A paralisação afetou os passageiros da capital e de cidades da região metropolitana como São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Fazenda Rio Grande e Araucária. A Justiça determinou que fosse respeitada frota mínima de 70% nos horários de pico e 50% nas demais horas, porém somente no período da tarde, o Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), orientou os motoristas a circularem parcialmente na cidade.

Um protesto ocorreu às 10h em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, juntamente com centrais sindicais de funcionários públicos.

BRASÍLIA

O Metrô e os ônibus funcionaram normalmente. Os sindicatos das categorias realizaram uma manifestação pela manhã, em frente à Catedral Metropolitana, na Esplanada dos Ministérios.

FLORIANÓPOLIS

Os ônibus voltaram a circular em Florianópolis, por volta das 18h50 desta quarta-feira (15), após duas horas e 50 minutos de paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb). Os motoristas e cobradores participaram do protesto nacional contra as reformas Trabalhista e da Previdência.

Os motoristas e cobradores de ônibus de Florianópolis paralisaram as atividades às 16h. Em seguida, eles se juntaram a outros sindicatos próximo ao Terminal Cidade de Florianópolis, em passeata por ruas do Centro da capital.

Por volta das 18h, os manifestantes estavam na Avenida Paulo Fontes em frente ao Ticen, quando uma forte chuva caiu na cidade e o grupo se dispersou.

PORTO ALEGRE

Não houve paralisação do transporte público de Porto Alegre neste dia Dia Nacional de Lutas e Mobilizações contra a Reforma da Previdência, o Sindicato dos Rodoviários não aderiu a paralisação. Manifestações ocorreram durante a manhã no Centro da cidade, sem prejudicar o trânsito. Um protesto unificado percorreu o Centro da capital no final da tarde.

Os metroviários da Trensurb apenas distribuíram panfletos para informar os passageiros sobre as reivindicações trabalhistas.

RECIFE

As linhas Centro e Sul do Metrô funcionaram em horário reduzido das 5h às 9h e das 16h às 20h, nos horários de pico do sistema, segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O VLT (Linha Diesel) não teve operação.

A categoria dos motoristas e cobradores de ônibus não aderiu a paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Pernambuco.

RIO DE JANEIRO

Os trens do Metrô Rio e da SuperVia operaram normalmente durante todo o dia. Já os ônibus, apesar da decisão do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro, os passageiros no Rio de Janeiro encontraram o serviço funcionando normalmente nesta quarta-feira (15).

* Post atualizado em 16/03/2017 às 01h45

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