Polícia Civil prende um dos homens que espancou ambulante na Estação Pedro II do Metrô

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Polícia prende Ricardo Martins do Nascimento, acusado de matar ambulante na Estação Pedro II (Foto: Felipe Rau/Estadão)

A Polícia Civil prendeu na noite desta terça-feira (27), Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, um dos suspeitos do espancamento que causou a morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, 54, na Estação Pedro II da Linha 3-Vermelha do Metrô, na noite do último domingo (25). A agressão teve a participação do seu primo, Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, que permanece foragido.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas, confirmou que Ricardo Martins do Nascimento foi encontrado em uma favela na cidade de Vinhedo, no interior paulista. Nesta terça-feira a justiça havia expedido o mandado de prisão temporária contra o suspeito que poderá ficar preso por até 30 dias.

“Estamos com 35 investigadores trabalhando na captura desses bandidos. Todos os esforços estão sendo feitos para botar esses dois moleques na cadeia. São uns covardes”, afirmou o delegado.

Nesta quarta-feira (28), deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, uma resolução da Secretaria da Segurança Pública que prevê o pagamento de R$ 50 mil por informações que levem ao outro suspeito, Alípio Rogério Belo dos Santos, que segue foragido.

Sepultamento

O corpo do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas foi enterrado na tarde desta terça-feira em um cemitério de Diadema, na região metropolitana. Sob forte emoção, parentes e amigos deram adeus a Luiz Carlos Ruas, que por mais de 20 anos vendia produtos na saída da Estação Pedro II.

Corpo de Luiz carlos Ruas é enterrado em cemitério de Diadema (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

Protesto

Ativistas de movimentos sociais, integrantes do Sindicato dos Metroviários e religiosos realizaram um protesto em frente às catracas da Estação Pedro II, na tarde desta terça-feira. Entre as diversas reivindicações, o grupo de manifestantes pediu justiça e mais segurança nas estações de Metrô.

Cartaz de grupo ativista faz agradecimento ao vendedor morto (Foto: Will Soares)

Metrô de São Paulo

O Metrô emitiu uma nota sobre a morte do ambulante, confira na íntegra:

“O Metrô de São Paulo lamenta a morte do comerciante Luiz Carlos Ruas e confia na atuação das autoridades policiais para que os criminosos sejam presos. Na noite do dia 25 de dezembro, o senhor Luiz Carlos Ruas foi covardemente agredido por dois homens nas imediações e no interior da estação Pedro II, na Linha 3-Vermelha.

No momento da agressão, agentes de segurança faziam rondas nas estações vizinhas e foram acionados pelo Centro de Controle da Segurança. O deslocamento das equipes levou seis minutos, momento em que a vítima começou a receber os primeiros-socorros. Os criminosos, porém, já haviam fugido.

Em colaboração com as autoridades policiais que investigam o crime, as imagens das câmeras do Metrô foram divulgadas e os criminosos identificados. O Metrô SP reitera e mantém o seu compromisso de transportar cerca de 4 milhões de usuários por dia, com confiabilidade, rapidez e segurança.”

Sindicato dos Metroviários

O Sindicato dos Metroviários também emitiu nota sobre o crime ocorrido na Estação Pedro II, confira um trecho:

“O Sindicato dos Metroviários também se manifesta e esclarece que no momento da ocorrência, não havia nenhum segurança do Metrô no local. E não havia por um simples motivo: Não há funcionários nas estações e no corpo de segurança para atender as ocorrências, não há quadro funcional suficiente para cobrir todas as estações em todos os turnos de trabalho em todas as 20h em que o Metrô permanece aberto nos 365 dias do ano.

Responsabilizamos o governo Alckmin e a direção da empresa por esse trágico episódio. Este Sindicato há muito vem solicitando ao governo do estado que haja mais contratações de funcionários, para que possam atuar nas centenas de ocorrências com os usuários que utilizam o transporte metroviário todos os dias. E neste sentido conclamamos a sociedade paulistana para que se engaje nesta importante solicitação, pois os usuários e metroviários correm risco de morte e têm o serviço negligenciado pelo governo do estado com a drástica redução do quadro de funcionários.

Não se trata de corporativismo, estamos lutando por um serviço de qualidade para os nossos usuários, para que crimes como esses possam ser evitados nas portas de nossas estações e trens, que o usuário possa novamente ser transportado com segurança numa cidade cada vez mais caótica do ponto de vista da segurança pública.”

Confira aqui a nota na íntegra.

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