Geraldo Alckmin decide congelar em R$ 3,80 as tarifas de trem e metrô

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Foto: Werther Santana/Estadão

O governador Geraldo Alckmin decidiu congelar em R$ 3,80 o valor das tarifas de trem e metrô na Grande São Paulo em 2017, a exemplo do prefeito eleito da capital, João Doria, de não subir o preço da passagem de ônibus na cidade no próximo ano.

As análises sobre a viabilidade econômica e a forma de implantação do congelamento das tarifas estavam em fase de conclusão por técnicos da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos. A medida será anunciada nesta sexta-feira (30), em evento de entrega de uma composição para a Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Estação Brás. A medida ocorre para que não haja um desequilíbrio financeiro nas integrações com os ônibus da capital paulista.

Geraldo Alckmin e João Doria devem detalhar no evento possíveis alterações nos preços de bilhetes especiais, como o diário, semanal e mensal de ônibus, que não foram reajustados neste ano, e a revisão das gratuidades para idosos com menos de 65 anos e estudantes para reduzir os danos financeiros provocados pelo congelamento.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o diretor financeiro do Metrô, José Carlos Nascimento, afirmou que o congelamento da tarifa dos ônibus proposto pelo futuro prefeito João Doria poderia levar a uma fuga de passageiros do metrô, caso somente a tarifa do Metrô sofresse aumento.

Historicamente, os reajustes nas tarifas do transporte público é feito em conjunto no início de cada ano. O último aumento (8,57%) ocorreu em 9 de janeiro deste ano, quando o valor das passagens subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80.

IMPACTOS

A manutenção das tarifas em R$ 3,80 por mais um ano terá forte impacto nas contas da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado.

Para a futura gestão do prefeito João Doria, o congelamento pode elevar em pelo menos R$ 1 bilhão os gastos com subsídios às empresas de ônibus, segundo cálculos da Secretaria de Finanças da gestão Fernando Haddad.

Já os repasses do governo ao Metrô como reembolso pelas passagens gratuitas devem continuar a crescer: neste ano, vão ultrapassar os R$ 600 milhões, um aumento de mais de 120% na comparação com os R$ 264 milhões desembolsados em 2015.

Em relação à CPTM, o governo repassou quase R$ 1 bilhão à companhia em 2015, valor que deve ser ainda maior neste ano, porém não se trata somente arcar com os gastos dos passageiros transportados gratuitamente. A companhia é dependente desse repasse para manter suas atividades.

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