Obras do monotrilho da Linha 17-Ouro viram abrigo para usuários de drogas em São Paulo

Usuários de drogas ocupam hoje o que um dia foi a obra de mobilidade urbana mais esperada de São Paulo. No canteiro central da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, usuários de drogas improvisam abrigos sob as vigas abandonadas do monotrilho da Linha 17-Ouro.

Para moradores e comerciantes locais, o atraso da obra ajudou a degradar a região, que nos últimos anos teve uma valorização imobiliária. A maior concentração de usuários de drogas é próxima ao cruzamento da Avenida Vereador José Diniz.

Por ali, é possível ver lixo revirado, entulhos e materiais da obra do Metrô, além das pequenas barracas improvisadas por usuários de drogas. A maioria delas é construída com lonas, cobertores e não chega a ter um metro de altura.

OBRA DA COPA

Em junho deste ano, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse à TV Globo que o Metrô, responsável pela obra, cuida do canteiro da linha e pediu à polícia que retirasse os usuários de drogas do local. O caso, porém, nunca foi totalmente solucionado.

A obra do monotrilho da linha 17-Ouro, foi prometida pelo governador Geraldo Alckmin para ficar pronta até a Copa Mundo de 2014. A linha ligaria o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi, na zona sul.

Mas, após seguidos atrasos e o abandono da obra, um novo consórcio foi contratado em junho para terminar a linha, que agora irá apenas até a Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM.

OUTRO LADO

O Metrô e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos afirmaram que preparam um relatório sobre a presença de pessoas em situação de risco no local.

O relatório deve ser encaminhado para a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo e deverá pedir atenção especial para essa população. O consórcio da obra deverá ainda reforçar as rondas pelo canteiro de obras, segundo informou o órgão.

* As informações são do jornal Folha de São Paulo

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