Luiza Erundina: Transporte público, redução da velocidade e passe livre

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Foto: André Porto/Metro Jornal
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A candidata à Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina, abriu nesta quinta-feira a série de sabatinas da TV Brasil em parceria com o jornal El País com os candidatos a prefeito. Na entrevista temas como transporte público, redução da velocidade nas vias e o passe livre nos ônibus foram discutidos.

Transporte público

Sobre o tema, Luiza Erundina criticou o edital de licitação proposto pelo atual prefeito Fernando Haddad. Segundo a candidata, é preciso fazer uma nova licitação para o setor, pois desde 2013 o contrato é renovado sem mudanças. “Esta licitação que está pendente é muito ruim porque propõe 20 anos de concessão, com possibilidade de renovação por mais 20 e com controle do sistema nas mãos dos concessionários. Isso não dá. É a raposa tomando conta do galinheiro”.

Para a candidata, 20 anos é um período de concessão que não condiz com a dinâmica das grandes cidades e regiões metropolitanas, como é o caso de São Paulo. “Na Europa e em países desenvolvidos essas licitações se dão no máximo por um prazo de cinco anos. Em Londres, são quatro anos. E a cada dois anos eles fazem uma nova licitação para renovar parte dos concessionários. Isso permite a incorporação de novas tecnologias, regras, planilhas de custos, e para adequar à dinâmica célere dos tempos atuais”.

Redução da velocidade nas vias públicas

Luiza Erundina disse que é a favor da redução da velocidade nas marginais, desde que seja associada a outras medidas. “A velocidade é um deles. A cidade precisa ser das pessoas, não da velocidade, dos automóveis. Tem que verificar a velocidade em cada região. Não dá para tratar a cidade como se ela fosse uma única, porque ela tem no mínimo 32 cidades que são as regiões administrativas”.

Passe livre

A candidata ressaltou que pretende ampliar o acesso ao passe livre estudantil, disponível para os alunos de escolas públicas. “O mundo inteiro está assumindo essa política. A mobilidade é um direito social e fundamental. Nesse sentido é preciso que todos tenham a possibilidade de acessar esse direito e que todos se beneficiem dele. Seja o usuário direto ou indireto é um serviço essencial e seu custo tem que ser assumido não só pelo usuário direto, mas por um auto-subsídio. Vamos fazer isso paulatinamente aos finais de semana dentro dos bairros e progressivamente vamos adequando o sistema de modo que ao final do governo a cidade toda tenha acesso. Vamos buscar outras fontes de receita, mas até o final do meu governo toda a cidade vai ter passe livre”.

* Com informações da Agência Brasil

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