Comércio ambulante invade trens do Metrô e da CPTM

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Foto: A2 Fotografia/Diogo Moreira
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A crise econômica e o aumento do desemprego fizeram com que disparasse o número de ambulantes nos vagões e estações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Nos primeiros oito meses deste ano, houve aumento de 69% nas apreensões de mercadorias registradas pelo Metrô: foram 7.134, diante de 4.228 de janeiro a agosto do ano passado. Na CPTM, o crescimento foi de 45%: foram 38.447 apreensões contabilizadas em 2016, contra 26.464 em 2015.

Com isso, o número de itens retirados de circulação nos serviços ferroviários também cresceu: de 1.086.793 produtos recolhidos em 2015, o total passou para 1.216.971 neste ano, aumento de 12%. O Metrô não informou quantos itens foram retidos.

A alta das apreensões foi acompanhada ainda pelo crescimento no número de denúncias feitas por usuários no sistema de trens da região metropolitana, que conta com um serviço de SMS para coibir o comércio irregular.

De janeiro a agosto deste ano, foram recebidas 7.160 queixas sobre a atuação de ambulantes, uma alta de 170% na comparação com igual período do ano passado, quando a CPTM recebeu 2.635 mensagens.

O serviço garante o anonimato de quem enviar a comunicação. A companhia recomenda que o usuário descreva características físicas do ambulante, o tipo de mercadoria que vende, o número do vagão em que a ação ocorre, a linha e a próxima estação, para facilitar a ação das equipes de segurança.

O número do SMS Denúncia da CPTM é 97150-4949 e do Metrô é 97333-2252.

Segundo a direção da companhia, a prática é combatida, principalmente, pelo fato de os produtos comercializados terem procedência duvidosa. Esse tipo de comércio é caracterizado como infração administrativa e resulta na retirada do ambulante do sistema e na apreensão das mercadorias, sem outras consequências.

Além de destacar a ação das equipes de segurança, a CPTM afirma que “a solução para a questão também passa pela conscientização dos usuários no sentido de que não comprem produtos no interior dos trens”.

Para a empresa, os passageiros “correm riscos ao adquirir produtos de origem duvidosa e que, em muitos casos, podem estar com prazo de validade vencido ou adulterado, por exemplo”.

Nos bastidores, porém, líderes da empresa reconhecem a dificuldade de combater o comércio ilegal. Muitas vezes usuários compram os produtos e defendem os ambulantes da ação dos seguranças, porque entendem que eles não estariam causando prejuízo a ninguém.

Só em 2015, o Brasil perdeu 1,5 milhão de vagas formais de trabalho. O Metrô, em nota, diz coibir o comércio irregular por meio de ações executadas por agentes de segurança uniformizados e à paisana.

Fonte: Folha de São Paulo

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